Exemplos de elogios

Elogios são adjetivos que atribuem características positivas a pessoas. Conhecer elogios iniciados por todas as letras do alfabeto contribui para o engrandecimento e riqueza vocabular do falante. É um conhecimento fundamental na criação de textos descritivos, acrósticos e mensagens de amizade e de amor. É também muito útil na realização de jogos de palavras. 'Se eu te visse no busão tu ia ser muito crush de busão'. Utilizamos cookies, próprios e de terceiros, que o reconhecem e identificam como um usuário único, para garantir a melhor ... Com sorte, a maioria de nós nunca terá que enfrentar alguém como Regina George, mas vale notar o método que ela usou para fazer elogios. Um elogio genuíno é sempre bom de se ouvir, mas é a ... Ejemplos de elogios. 19 agosto, 2015. Recibir elogios es una experiencia reconfortante porque nos da la pauta de que estamos haciendo algo bien. Al hacer un elogio estamos resaltando las cualidades o las virtudes de alguien para una determinada tarea, por eso es tan lindo elogiar y, al mismo tiempo, poder ser elogiados. “Te felicito por ser tan buen compañero y ayudar siempre a aquel que lo ... Dicionário online de Português. Exemplos de elogios: 1- O índio permeava os lábios de argolas.2- Ela tentava permear a briga dos irmãos.3- O discurso permeou críticas e elogios ao prefeito., Seus elogios me deixam lisonjeado.Seus elogios me deixam honrado/orgulhoso.Sua presença me deixa lisongeado.Sua presença é uma honra., Prefiro uma crítica sincera a uma lisonja.As lisonjas ... Dicionário online de Português. Exemplos de elogio: Com a mesma humildade que recebo uma critica, recebo um elogio!!!, ELOGIO:Que cabrunco de carro bonito você comprou.PALAVRÃO:Vou te pegar seu moleque cabrunco.ESPANTO:Cabrunco! Onde você ganhou tanto dinheiro?, -Isto é bom prá caralho -Empréstimo ?...Você pensa que sou algum banco, caralho!-Você é do caralho! Frases de elogios para homens. Na hora da conquista é preciso deixar a vergonha de lado e colocar em ação a sua versão mais sedutora. Para você conquistar o homem dos seus sonhos e deixá-lo caidinho em você, é preciso escolher as palavras certas. Gostaria de falar mil e uma coisas, de lhe dar mil e um elogios, mas acho que nada é tão real como falar “eu amo você”. E é isso que mais quero: gritar ao mundo o quanto amo tudo em você. Tudo! Tenha um dia feliz, meu amor! 5 ejemplos de elogios 1 Ver respuesta luzlopezmichaparra11 está esperando tu ayuda. Añade tu respuesta y gana puntos. santiagomisaelreyes santiagomisaelreyes Respuesta: buen trabajo. excelente. te ves bien. fantástica. eres único. eres un gran ejemplo. Explicación: un gracias si te ayude. Ejemplos de elogios o reconocimiento social. 14 enero, 2014 By Beatriz Blanca 22 comentarios. Aquí tenéis algunos ejemplos de reconocimiento social, entre ellos el elogio, que os servirán para mantener e incrementar aquellos comportamientos que os gustan y valoráis ...

Neste Dia da Árvore, baixe grátis o livro ÁRVORE: Uma Antologia Poética

2020.09.21 20:09 samreachers Neste Dia da Árvore, baixe grátis o livro ÁRVORE: Uma Antologia Poética

O termo grego ανθολογία (antologia), significa “coleção ou ramalhete de flores”. Daí o latim florilegium. O termo florilégio encaixa-se bem ao presente trabalho, onde procurou-se coligir poemas sobre a árvore, esse centro e pilar da hera.
E foi sorvendo de outas antologias, e ainda de livros individuais, revistas e websites, que coligimos aqui este singelo ramalhete de poemas sobre a árvore. Adicionamos ao volume uma pequena seleção de frases sobre o tema, e, em arremate, publicamos o texto integral (vertida sua grafia ao português hodierno) do poema A Destruição das Florestas, do múltiplo Manuel de Araújo Porto-Alegre (1806 – 1879). O poema, que veio à luz em 1845, é um significativo e precoce exemplo de consciência ambiental em nossa literatura.
Uma antologia temática é uma chance sempre de a poesia penetrar em espaços outros que não os estritamente circunscritos aos apreciadores de poesia. Como antologista, confesso que prefiro, por motivos óbvios, trabalhar com temas ainda não contemplados, os quais infelizmente são muitos em nossa língua. Já assim fizemos em trabalhos como Segunda Guerra Mundial – Uma Antologia Poética; Breve Antologia da Poesia Cristã Universal e Amor, Esperança e Fé – Uma Antologia de Citações, só para citar alguns trabalhos. Assim, qual a vantagem (ou vantagens) de debruçarmo-nos, agora, sobre uma outra antologia da árvore, já que nossa literatura possui obras neste viés? Acreditamos em algumas. A primeira, é de ordem da amplitude espaço-temporal: a coleta de um número significativo de textos, abarcando autores, se em sua maioria brasileiros ou lusos, também de outras literaturas do globo, e alguns deles de produção posterior às seletas precedentes; a segunda, por suprimento de lacuna, visto que os predecessores são livros esgotados já de há boas décadas; e, por fim, nossa motivação principal: a democratização do conhecimento proporcionada por um livro que já nasce eletrônico e gratuito, o que permite um acesso fácil, amplo e permanente ao seu conteúdo. Afinal, em tempos em que “Meio Ambiente” alcançou o status de tema transversal a perpassar o ensino de todas as disciplinas escolares, auxiliar educadores em seu esforço para incutir o reconhecimento e a valorização deste ser áulico e basilar da Natureza, a árvore, naqueles corações sob sua jurisdição, torna-se nosso objetivo mais urgente.
Além do elogio da árvore, presta-se aqui uma homenagem a nossos poetas de agora e de ontem, e de certa forma um serviço à literatura lusófona, pois toda antologia literária é antes de tudo isso - um serviço prestado a uma literatura e ao universo de seus usuários.
Este é um livro gratuito. Como amante das árvores e da literatura, como professor e como antologista, é um prazer ofertar este livro a todos, com votos de que ele possa ser compartilhado livremente, para que alcance os fins a que se propõe.
Sammis Reachers
Para baixar o livro (224 págs., em formato PDF) pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.
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2020.09.21 20:06 samreachers Neste Dia da Árvore, baixe grátis o livro ÁRVORE: Uma Antologia Poética

Neste Dia da Árvore, baixe grátis o livro ÁRVORE: Uma Antologia Poética
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O termo grego ανθολογία (antologia), significa “coleção ou ramalhete de flores”. Daí o latim florilegium. O termo florilégio encaixa-se bem ao presente trabalho, onde procurou-se coligir poemas sobre a árvore, esse centro e pilar da hera.
E foi sorvendo de outas antologias, e ainda de livros individuais, revistas e websites, que coligimos aqui este singelo ramalhete de poemas sobre a árvore. Adicionamos ao volume uma pequena seleção de frases sobre o tema, e, em arremate, publicamos o texto integral (vertida sua grafia ao português hodierno) do poema A Destruição das Florestas, do múltiplo Manuel de Araújo Porto-Alegre (1806 – 1879). O poema, que veio à luz em 1845, é um significativo e precoce exemplo de consciência ambiental em nossa literatura.
Uma antologia temática é uma chance sempre de a poesia penetrar em espaços outros que não os estritamente circunscritos aos apreciadores de poesia. Como antologista, confesso que prefiro, por motivos óbvios, trabalhar com temas ainda não contemplados, os quais infelizmente são muitos em nossa língua. Já assim fizemos em trabalhos como Segunda Guerra Mundial – Uma Antologia Poética; Breve Antologia da Poesia Cristã Universal e Amor, Esperança e Fé – Uma Antologia de Citações, só para citar alguns trabalhos. Assim, qual a vantagem (ou vantagens) de debruçarmo-nos, agora, sobre uma outra antologia da árvore, já que nossa literatura possui obras neste viés? Acreditamos em algumas. A primeira, é de ordem da amplitude espaço-temporal: a coleta de um número significativo de textos, abarcando autores, se em sua maioria brasileiros ou lusos, também de outras literaturas do globo, e alguns deles de produção posterior às seletas precedentes; a segunda, por suprimento de lacuna, visto que os predecessores são livros esgotados já de há boas décadas; e, por fim, nossa motivação principal: a democratização do conhecimento proporcionada por um livro que já nasce eletrônico e gratuito, o que permite um acesso fácil, amplo e permanente ao seu conteúdo. Afinal, em tempos em que “Meio Ambiente” alcançou o status de tema transversal a perpassar o ensino de todas as disciplinas escolares, auxiliar educadores em seu esforço para incutir o reconhecimento e a valorização deste ser áulico e basilar da Natureza, a árvore, naqueles corações sob sua jurisdição, torna-se nosso objetivo mais urgente.
Além do elogio da árvore, presta-se aqui uma homenagem a nossos poetas de agora e de ontem, e de certa forma um serviço à literatura lusófona, pois toda antologia literária é antes de tudo isso - um serviço prestado a uma literatura e ao universo de seus usuários.
Este é um livro gratuito. Como amante das árvores e da literatura, como professor e como antologista, é um prazer ofertar este livro a todos, com votos de que ele possa ser compartilhado livremente, para que alcance os fins a que se propõe.
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2020.09.14 03:19 cnt_d_jgr_fr Uma ajuda aqui, /r/ desabafos.

Já pensei em fazer este tipo de post várias vezes antes, nunca seguia em frente, dessa vez decidi publicar. Já moí e remoí inúmeras vezes como começar, e escolhi esse jeito que foi diferente de todos os outros que pensei. Desculpem, eu escrevo muito, e não sei se vocês irão ter paciência de ler tudo. Se sim, obrigado;
É difícil saber onde começar, mas provavelmente deve ser pelo mal raiz: A depressão. Eu convivo com ela e a ansiedade já fazem anos e anos. Eu desde criança fui alegre, esperto, inteligente, (bem acima dos demais ao meu redor, que me cedia elogios de todas as partes) mas no geral, normal como qualquer um. Eu não sei se vou conseguir descrever todo o processo, mas a partir do final da adolescência se não me engano isso começou. No começo meus pais não ligaram muito e nem eu, mas com o tempo, foi piorando. Fui perdendo o gosto por coisas que sempre gostei, não tinha mais graça jogar video game que desde criança eu o fiz (e hoje em dia tenho inglês de nível avançado que aprendi como auto-didata) ou assistir alguma coisa de comédia, seja de qual tipo fosse. Hoje em dia é raro. Eu deixei passar e ela nunca ficou tão ruim, achei que não iria piorar, agora ela tomou conta de uma maneira que eu não consigo sentir. Eu acordo, levanto, como, sigo o meu dia, mas pareço um robô na maioria das vezes.
Existem circunstâncias que pioraram, eu sempre fui o risonho que fazia piadas e gracinhas, mas desde cedo tive a visão eu sabia que caso o palhaço saísse de cena o show iria acabar, e assim foi. Minha família sempre foi normal pra todos, mas entre 4 paredes ninguém sabia o que se passava, desde criança meu pai bebia, e isso causava brigas, xingamentos, até agressão acontecia. Acabou minha época de se palhaço quando a depressão piorou e a família agora tá pior que nunca. Minha mãe seguiu sempre com ele, acabavam as coisas ruins e tudo voltava ao normal. Ele nunca teve muita força emocional, quando acabava o dinheiro, ou aparecia uma dificuldade, queria afogar tudo no álcool. Minha família também nunca foi de sair, e eu sempre gostei de ler, de exercitar a mente de tudo que é jeito, e não saí ou fiz amigos quando me mudei. Cada um tem seus hobbies, eu sempre escutei isso e achei que apesar de ruim não era tão debilitante. Porém os anos passaram, passaram, passaram, hoje no meio de tantas crises (como a de 2008 por exemplo) meu pai já não tem mais emprego, e com todas as coisas que aconteceram voltou a beber. Problemas, dívidas, brigas, polícia, mais brigas, mais dificuldades, e tivemos que nos mudar pra uma cidade pobre e pequena. Minha mãe pensou que iria melhorar a nossa situação, resultado: Não melhorou.
Eu não tenho emprego (e duvido que encontraria alguém que me cedesse uma vaga, pra ter que toda hora tirar licença por causa de ansiedade) e os tratamentos que fiz nunca deram certo (só me deixaram pior) o que não é surpresa já que nunca morei em uma casa com uma família "normal" tem anos e meu stress está absurdamente alto. Não me dou bem com ele mas ainda convivemos todos juntos vivendo às custas do mesmo. Ele sabe que tem que nos ter perto pois a família mesmo não quer ele na casa deles. Minha mãe tbm n tem condições de trabalhar, meu pai voltou com a bebida e só deu uma trégua porque tem medo da pandemia mas ainda assim tem os dias de desespero dele que acha que se encher de álcool vai fazer os problemas sumirem, mas não sumiram e trouxeram um outro: Uma úlcera forte que é outro motivo pra ele beber e tentar mascarar a dor enorme e que recusa a tratar no médico mesmo com meu tio e tias querendo ajudar.
No presente, estou com 29 anos, nunca tive uma namorada, uma companheira, alguém pra dar e receber suporte nos momentos bons e ruins, isso porque sempre tive vergonha e achei que podeira acontecer como nos desenhos ou na TV e ter alguma que acabasse se declarando pra mim e não me fazer passar por isso. Nunca aconteceu. As pessoas dizem que ser BV e/ou Virgem são coisas impostas pela sociedade e não nos devemos se sentir mal por isso, mas a solidão dói. Dói muito. À noite é horrível, HORRÍVEL. Nem pra ser como uma dessas pessoas que arranjam uma mulher burra ou que também só tem interesse em um relacionamento rápido pra não ficar sozinha eu tenho sorte, parece que é uma opção inexistente e isso me deixa em um desolamento enorme. Sempre me achei feio ou estranho, fiz uma auto-reflexão e vi que não sou, e que existem casos piores, mas ainda assim todos ao meu redor estão conseguindo alguém, casando ou namorando ou movendo a vida pra frente.
Recentemente comecei o noFap porque vi vários benefícios que todos que tentam reportam. Após alguns dias tive um dos primeiros benefícios e senti mais disposição, mais confiança, só de sair na rua por causa de um compromisso consegui atenção de uma vizinha que morava aqqui por perto sendo que ela só me cumprimentava casualmente. Um dia depois e seguinte, voltou uma depressão, mais forte, sem vontade de fazer nada, sem apetite, e nenhum dos benefícios continuaram. Pretendo seguir mais, só que vai ser difícil porque minha cabeça tá MUITO mal.
Enquanto tava digitando esse post, no dia que pensei em mandar e não mandei, tava tão desesperado que tive pensamentos de acabar com tudo. As outras vezes que tive isso estava em situações ruins também em todos os lados. Pra piorar agora tem essa pandemia: Mesmo que melhorasse da D + A, não há empregos. Mesmo se quisesse ir pra algum lugar, há o risco. Estamos sobrevivendo da aposentadoria e de auxílio, e o dinheiro está acabando além do fato de que os problemas alimentam uns aos outros. Minha época de maior disposição física e maior apetite pra relacionamentos passou, e o tempo continuou correndo vertiginosamente. Queria perguntar à vocês o que eu poderia fazer pra tentar sair dessa, porque dessa vez tá muito difícil. Posso responder mais perguntas caso tenham alguma.
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2020.09.11 23:28 Dannzsche David Graeber sobre a 'Vitória'

Vou só compartilhar um trecho aqui de um ensaio do David Graeber - O Choque da Vitória - É um exercício imaginativo valioso sobre o significado da revolução ou simplesmente da 'vitória' enquanto um processo histórico de ruptura:
"Isto nos leva a uma questão interessante. O que significaria conquis­tar não apenas nossos objetivos de médio prazo, mas também os de lon­go prazo? No momento não está muito claro para ninguém como isso poderia acontecer, pela simples razão de que nenhum de nós tem muita fé remanescente “na” revolução, no antigo sentido dado ao termo nos sé­culos XIX e XX. Afinal, a visão total de uma revolução, de que haverá uma única insurreição em massa ou greve geral e então todos os muros ruirão, é inteiramente baseada na velha fantasia de dominar o Estado. Esta seria a única maneira possível de a vitória ser tão absoluta e com­pleta — pelo menos se estivermos falando de um país inteiro ou de um território significativo.
Para ilustrar, consideremos: o que haveria realmente signi­ficado para os anarquistas espanhóis ter “vencido” em 1937? É impressi­onante quão raro nos fazemos perguntas como essa. Apenas imaginamos que teria sido algo como a Revolução Russa, que começou de modo se­melhante, com a dissolução do antigo exército, a criação espontânea de sovietes. Mas isso foi nas grandes cidades. A Revolução foi seguida de anos de guerra civil na qual o Exército Vermelho gradualmente impôs o controle do novo Estado a cada parte do Império Russo, quisessem ou não as comunidades em questão. Imaginemos que as milícias anarquistas na Espanha tivessem derrotado o exército fascista, e então desfeito com­pletamente e expulsado o Governo Republicano socialista de seus gabi­netes em Barcelona e Madri. Decerto teria sido uma vitória aos olhos de qualquer um. Porém, o que teria acontecido em seguida? Haveriam eles transformado a Espanha em uma não república, um anti­estado estabe­lecido exatamente dentro das mesmas fronteiras internacionais? Haveri­am imposto um regime de conselhos populares em cada vila e município no território do que outrora fora a Espanha? Como, exatamente?
Preci­samos ter em mente que em muitas vilas, povoados e até regiões do país os anarquistas eram quase inexistentes. Em alguns, praticamente toda a população era formada por católicos ou monarquistas conservadores; em outros (digamos, no País Basco), havia uma classe trabalhadora militan­te e bem ­organizada, porém esmagadoramente socialista ou comunista. Mesmo no auge do fervor revolucionário, a maioria deles continuaria fiel a seus antigos valores e ideias. Se a FAI vitoriosa tentasse exterminar a todos — uma tarefa que teria exigido matar milhões de pessoas —, ex­pulsá-­los do país, realocá-los à força em comunidades anarquistas ou mandá-­los para campos de reeducação, seria não só culpada de atroci­dades de nível mundial, mas também teria de deixar de ser anarquista.
Temos que ter em mente aqui que havia muitas vilas, cidades e até mesmo regiões inteiras da Espanha onde anarquistas eram quase inexistentes. Em alguns, quase toda a população era composta de católicos conservadores ou monarquistas; em outros (digamos, o País Basco), havia uma classe trabalhadora militante e bem organizada, mas uma classe predominantemente socialista ou comunista. Mesmo no auge do fervor revolucionário, a maioria deles permaneceria fiel a seus antigos valores e ideias. Se a FAI vitoriosa tentasse exterminar todos eles – uma tarefa que exigiria a morte de milhões de pessoas – ou expulsá-los do país, ou realojá-los à força em comunidades anarquistas, ou enviá-los para campos de reeducação – eles não seriam apenas culpados de atrocidades a nível mundial, mas teriam que desistir de ser anarquistas. Organizações democráticas simplesmente não podem cometer atrocida­des nessa escala sistemática: para isso, seria necessária uma entidade verticalizada de inspiração comunista ou fascista, já que não se pode fa­zer com que milhares de seres humanos massacrem de forma sistemática mulheres, crianças e idosos indefesos, destruam comunidades ou expul­sem famílias de seus lares ancestrais a menos que eles possam alegar es­tar apenas cumprindo ordens. Parece que haveria somente duas soluções possíveis para o problema:
1. Deixar a República continuar como governo de fato, controlado por socialistas, deixar que imponham o controle do governo nas áreas de maioria de direita, enquanto obtêm algum tipo de acordo com eles para que deixem as cidades, vilas e aldeias de maioria anarquista em paz para se organizarem como desejam… e espero que o governo mantenha o acordo.
2. Declarar que todos deveriam formar suas próprias assembleias populares locais e permitir-lhes decidir seu próprio modo de auto-organização.
A segunda parece a mais ajustada aos princípios anarquistas, mas os resultados provavelmente não teriam sido muito diferentes. Afinal, se os habitantes de Bilbao, digamos, tivessem um ardente desejo de criar um governo local, como exatamente alguém os teria impedido? Municípios onde a Igreja ou proprietários de terras ainda tivessem apoio popular presumivelmente colocariam as mesmas velhas autoridades direitistas no poder; municípios socialistas ou comunistas poriam burocratas de seus partidos; estadistas de direita e de esquerda formariam então confederações rivais que, embora eles controlassem apenas uma fração do antigo território espanhol, se declarariam o legítimo governo da Espanha. Os governos estrangeiros reconheceriam uma ou a outra — já que ninguém estaria disposto a trocar embaixadores com um não governo como a FAI, mesmo supondo que esta o desejasse, o que não seria o caso.
Em outras palavras, a guerra armada poderia terminar, mas a luta política continuaria, e grandes partes da Espanha presumivelmente acabariam parecendo-se com a Chiapas contemporânea, com cada distrito ou comunidade dividido em facções anarquista e antianarquista. A vitória final teria de ser um processo longo e árduo. A única maneira de realmente persuadir os enclaves estadistas seria persuadir suas crianças, o que poderia ser alcançado com a criação de uma vida obviamente mais livre, mais prazerosa, mais bonita, segura, relaxada e satisfatória nos setores sem Estado. Os poderes capitalistas estrangeiros, por outro lado, mesmo que não interviessem militarmente, fariam todo o possível para evitar a notória “ameaça do bom exemplo”, por meio de boicotes econômicos e subversão e despejando recursos nas zonas estatizadas. No fim, tudo provavelmente dependeria do grau em que as vitórias anarquistas na Espanha inspirassem insurreições em outros lugares.
A verdadeira razão do exercício imaginativo é apenas mostrar que não existem rupturas totais na História. O outro lado da velha ideia da ruptura total, aquele momento em que o Estado cai e o capitalismo é derrotado, é que nada além disso representa uma vitória real. Se o capitalismo permanecer de pé, se começar a mercantilizar nossas ideias outrora subversivas, é a prova de que eles venceram. Nós perdemos, nós fomos cooptados. Para mim isso é absurdo. Podemos dizer que o feminismo perdeu, que não conquistou nada, só porque a cultura corporativa se sentiu obrigada a demonstrar apoio à condenação do sexismo e firmas capitalistas começaram a comercializar livros, filmes e outros produtos feministas? É claro que não: a menos que tenhamos conseguido destruir o o capitalismo e o patriarcado com um golpe mortal, esse é um dos mais claros sinais de que chegamos a algum. É de se presumir que qualquer estrada efetiva para a revolução envolverá infinitos momentos de cooptação, infinitas campanhas vitoriosas, infinitos pequenos momentos de insurreição ou momentos de autonomia fugaz e encoberta. Hesito mesmo em especular como realmente seria. No entanto, para começarmos a caminhar nessa direção, a primeira coisa que precisamos fazer é reconhecer que, de fato, vencemos algumas.
Na verdade, ultimamente, temos vencido um bocado. A questão é como romper o ciclo de exaltação e desespero e gerar algumas visões estratégicas (quanto mais, melhor)dessas vitórias construídas uma sobre a outra, para criar um movimento cumulativo rumo a uma nova sociedade."
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2020.08.11 00:00 assis96 #004 - Primeiro diálogo, o crítico parte 3

O Visitante. — Então, segundo o vosso entendimento, a crítica para nada serve, a opinião pública não vale coisa alguma?
A. K. Não considero a crítica como expressão da opinião pública, mas como juízo individual, que bem pode enganar-se. Lede a História e vereis quantos trabalhos importantes foram criticados, ao aparecer, sem que isso os excluísse do número das grandes obras; mas, quando uma coisa é má, não há elogio que a torne boa. Se o Espiritismo é uma falsidade, ele cairá por si mesmo; se, porém, é uma verdade, não há diatribe que possa fazer dele uma mentira. Vosso livro será uma apreciação pessoal, a refletir o vosso ponto de vista; a verdadeira opinião pública decidirá se julgastes com acerto. Procurarão examinar. Se, mais tarde, reconhecerem que vos enganastes, vosso livro se tornará ridículo como os que, até bem pouco tempo, foram publicados contra as teorias da circulação do sangue, da vacina, etc.
Esquecia-me, porém, de que íeis tratar a questão ex professo, o que equivale a dizer que a estudastes sobre todos os seus aspectos; que vistes tudo o que se pode ver, lestes tudo o que se tem escrito sobre a matéria, analisastes e comparastes as diversas opiniões; que vos achastes nas melhores condições de observação pessoal; que durante anos lhe consagrastes as vossas vigílias; em suma: que nada desprezastes para chegar à constatação da verdade. Devo crer que assim aconteceu, se sois um homem sério, porque somente aquele que fez tudo isso tem o direito de dizer que fala com conhecimento de causa. Que juízo formaríeis de um homem que se arvorasse em censor de uma obra literária ou de um quadro, embora não conhecesse a literatura, nem houvesse estudado a pintura? É de lógica elementar que o crítico conheça, não superficialmente, mas a fundo, aquilo de que fala, sem o que a sua opinião não terá valor algum.
Para combater um cálculo é preciso que se lhe oponha outro cálculo, o que exige saber calcular. O crítico não deve limitar-se a dizer que tal coisa é boa ou má; é preciso que justifique a própria opinião por meio de uma demonstração clara e categórica, baseada sobre os princípios da arte ou da ciência a que pertence o objeto da crítica. Como poderá fazê-lo se ignora esses princípios? Podereis apreciar as qualidades ou os defeitos de determinada máquina se não conheceis a mecânica? Não! Pois bem: o vosso juízo acerca do Espiritismo, que, aliás, não conheceis, não teria mais valor do que a opinião que emitísseis sobre a aludida máquina. A cada passo seríeis apanhado em flagrante delito de ignorância, porque aqueles que têm estudado a matéria logo verão que a desconheceis, concluindo, por conseguinte, que não sois um homem sério ou que agis de má-fé. Quer num caso, quer noutro, arriscai-vos a receber desmentido pouco lisonjeiro ao vosso amor-próprio.
O Visitante. — É justamente para evitar esse perigo que vim pedir-vos permissão para assistir a algumas experiências.
A. K. E julgais que isto vos baste para poder, ex professo, falar de Espiritismo? Como poderíeis compreender essas experiências e, com mais forte razão, julgá-las, se ainda não estudastes os princípios em que elas se baseiam? Como poderíeis apreciar o resultado, satisfatório ou não, de ensaios metalúrgicos, por exemplo, não conhecendo a fundo metalurgia? Permiti-me dizer-vos, senhor, que vosso projeto é absolutamente a mesma coisa que, não tendo estudado Matemática nem Astronomia, vos apresentásseis a um dos membros do Observatório, dizendo-lhe; “Senhor, quero escrever um livro sobre Astronomia e provar que o vosso sistema é falso; mas, como desconheço os menores rudimentos dessa ciência, deixai que, por uma ou duas vezes, eu me sirva de vossa luneta, o que me bastará para ficar sabendo tanto quanto vós”.
É somente por extensão de sentido que a palavra criticar se tornou sinônima de censurar, em sua acepção própria e segundo a etimologia, ela significa julgar, apreciar. A crítica pode, pois, ser aprovativa ou desaprovativa. Fazer a crítica de um livro não é necessariamente condená-lo; quem empreende essa tarefa deve fazê-lo sem ideias preconcebidas; porém, se antes de abrir o livro, já o condena em pensamento, o exame não pode ser imparcial.
Este é o caso da maioria dos que têm falado contra o Espiritismo. Formaram uma opinião apenas sobre o nome, fazendo qual juiz que proferisse uma sentença sem antes examinar as peças do processo. Tal julgamento é, por conseguinte, inteiramente falso e, em vez de convencer, tem provocado riso. Quanto às pessoas que estudaram seriamente a questão, a maior parte mudou de ideia, e mais de um adversário se tem tornado adepto do Espiritismo, ao reconhecer que o seu objetivo é muito diferente daquele que imaginava.
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2020.08.01 20:30 _slade_gui_ Sou um fracasso

Bem , vou dividir isso em 3 partes:"cabeça e coração(sim estou parafraseando Camilo Castelo Branco) CABEÇA-Tipo mesmo que eu mês esforce mto para tudo nunca consigo alcançar nada, estou sempre subjugado para o lugar mediano e sempre na sombra de algo. Exemplo me esforço pra krl na escola , tiro 8-9e recebo dos meus professores um olhar de "não fez mais que sua obrigação", quando tiro menos eles me olham meio como" poderia ir melhor", mas quando outro aluno tira 8 chove elogios, e tbm não sou o melhor da turma(embora minha nota esteja próxima) para receber o elogio dos professores CORAÇÃO-Tipo eu não consigo ser sociável conversar regularmente com pessoas não consigo ter amigos ou conversar duradouras, se for uma pessoa que converso todo dia é mto, e tbm não sou bonito(minha cara é feia e não tenho músculos, comecei a academia aí veio a quarentena). E devido a essa inabilidade social e falta de beleza sinto que nuca vou ter um amigo/a ou alguém para amar, pq simplesmente eu não consigo, e isso em deixa mal e faz chegar a minha conclusão que sou fracasso
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2020.07.31 22:42 Falador_de_Verdades O mundo seria melhor se as pessoas não fossem falsas.

Isso é um completo lixo, nem adianta dizer para as pessoas deixarem de serem falsas pois a sociedade nos força a termos um padrão de comportamento para sermos aceitos nela. Poucas são as pessoas que conseguem superar a necessidade humana de ser um animal social e conforme o tempo passa isso via ficando cada vez mais difícil.
''Um lobo que não se acostuma ao bando está fadado a morrer mais rápido''
Vocês não acham que caso as pessoas fossem permitidas a agirem do jeito que elas são, contanto que não cause nenhum tipo de agressão a outra pessoa obviamente, o mundo não seria mais fácil? Todos poderiam agir normalmente como elas são e naturalmente elas se juntariam às pessoas que têm mais em comum com elas. Não haveria mais elogios falsos, oportunistas nem coisas do tipo. Aí vocês podem me dizer, ''mas isso já acontece nos círculos sociais próximos''. Sim, mas até lá não é algo genuíno e é reservado para os poucos momentos que você pode se dar o luxo de conversar com seu ciclo social. Isso se você chegar a ter um.
Exemplo: As pessoas te olham como um alienigena por não ter redes sociais. O que você pode fazer nessa situação? Ignorá-las? Mas esse é o comportamento incentivado e comum de 99% da população. O que acontece com quem anda fora do comum? -> É tratado como uma pessoa louca.
Sinceramente, a vontade de abandonar essa sociedade ridícula e viver numa ilha isolada é cada vez maior.
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2020.07.25 19:32 JonaPickles "A Descoberta e a identificação"

Oi luba, editores, turma, gatos, e possível convidado olline, hoje vou contar um história de identificação que realmente me mudou muito de uns anos para cá.
"A Descoberta e a identificação"
Bem, como q história é de indentificaçã sexual, de início é bom que tenham em mente que minha família não é homofobia nem nada, mas tende a não entender os conceitos da divercidade de identificações e orientações (por não estarem em total contato com assuntos assim), todos da minha família são heteros (pelo menos os que eu conheço) menos eu. E eu não vejo necessidade em assumir o que eu realmente sou porque, não acho que eu realmente preciso falar que não me interesso nem por homens, nem por mulheres, nem por ninguém. Mas mesmo não falando nada preparo respostas a quem me perguntar. Desde início eu achava que era uma pessoa heterosexual. Com 6-7 anos eu perdi o BV com uma menina. Eu achei que iria namorar com uma menina algum dia, ou quem sabe se casar. Porém, eu sempre tive dúvidas sobre minha sexualidade. Por sofrer preconceito em ser o nerd da sala, por deixar meu quarto mais organizado que meus próprios pais, por estar sempre conversando com meninas, por nunca falar de sexo, sempre fui taxado como gay. E eu era/sou uma pessoa super family freiends, pra mim quando me chamavam de gay, eu achava que era um elogio, mas mal sabia que era desrespeito comigo. Eu nunca falei palavrão nem nada obceno, e não gostava de pessoas que falavam assim ( bem, hoje eu assisto luba então eu mudei). E eu não entendia o que realmente é ser um homem hétero, não sabia que deveria ter interesses sexuais nas mulheres, até porque eu odiava esses tipos de assuntos. Mas foi aí que com uns 11 anos eu me "apaixonei" por um melhor amigo (depois eu explico o porquê das ""). Eu realmente gostava muito dele, mas pensei que seria errado ter um comportamento gay então me senti na necessidade de mudar ou entã falar o que eu sou. Por uns 2 anos eu senti muita "paixão" por ele e sofri por quase tudo o que um gay no armário sofre na sociedade. Eu tive medo de mostrar a minha verdadeira identidade. Eu comecei a me sentir mal pela minha decisão e por meu "gosto". Com dúvidas sobre mim, comecei a assistir vídeos de gays assumidos tipo luba , Jean , para realmente entender oq realmente sou ( uma ótima guia inclusive kkkk) e mais ou menos nesse tempo eu passei a realmente a ter uma "aulinha sexual" nos vídeos . De início me culpei por ver esse tipo de video, mas foi aí que eu entendi que ser gay de verdade é ter interesses sexuais, interesses homoafetivos, sentimentos totalmente ao contrário que eu tinha com esse melhor amigo. Na verdade, o que eu sentia e sinto por esse melhor amigo é o conforto em dizer coisas pessoais. Por ajudar ele com alguns problemas pessoais dele, eu me senti como um irmão. Eu sempre via a histórias, sempre via os comportamentos do luba, Jean, tudo, e ficava confuso com tudo porque eu achava que era um "gay diferente". Eu passei a me odiar por sempre ter me rotulado com algo que eu realmente não sou, e me senti traído por todos que diziam o que eu era. Entrei numa fase triste. Mas o que me fez me sentir bem foi ler o livro" amar ou depender" de Walter riso. Uma vês o luba disse que era bom então, resolvi ler e meu Deus, que livro top. Consegui ser independente emocionalmente, visto que eu vivia grudado com meu melhor amigo e que necessitava de ajuda dele. Eu sempre investi energia para ajudar ele emocionalmente mas não tinha troca. Embora doce, por ter problemas e traumas de infância, ele não sabão direito o que é empatia. E tipo, com todo esse desenvolvimento, eu deveria ressaltar que eu fui uma pessoa sozinha na escola, eram poucos que eu conversava, não tinha com quem me abrir. E também, eu infelizmente nunca contei nada aos meus pais, isso era algo que mais me preocupava diante de tudo isso. Eu sabia que eles iam me aceitar, mais sla. Porém até certo ponto foi bom pra mim não ter dito nada a ninguém porque, eu não sou o que eu sempre queria dizer. Hoje eu sou assexual, descobri que eu realmente não sinto interesse sexual ou afetivo por nenhum dos sexos possíveis, e que devo agora seguir em frente independente de tudo. Se eu tivesse dito coisas que eu não sou em pouco tempo, sem construção de opinião, iria dar ruim pra mim. Por exemplo, por mais que eu me sentia confortável foi bom não ter dito nada a esse meu amigo. Ele tinha pontos homofóbicos, o que foi quebrado com o tempo de amizade que temos hoje. Eu prezo muito nossa amizade, e acredito que dá pra mudar as opiniões das pessoas das pessoas na amizade ( sem manipulação, claro) e se construir. Mas pelo menos pra mim, eu acho que vale a pensa esperar mais um pouco para confirmar minha sexualidade. Por ser jovem (16 anos) , e estar em desenvolvimento sexual, pode ser que algo mude, que no final de tudo tenho enterrese sexual sim. Não faço isso por medo da sociedade me atacar, mas talvez para mim realmente é bom esperar. Então a dica que eu dou pra você jovem que tende a ter traços homossexuais, espere um pouco, e quando você for independente assuma em paz ( ou então, nem assuma, direito seu ), pois eu realmente sofri quando achei que era hétero e quando pensei que era homem sexual. Mas independente de tudo, seja feliz do jeito que você é pois você que sofre por ser diferente, com certeza irá dar volta por cima algum dia e com essa história vai ajudar outras pessoas nesse mundo que sofrem com esse tipo de problema, . Me senti na necessidade de dizer algo no reddit pra ajudar alguém que sofra. Estou muito feliz porque a turma feira voltou :) .Como sempre um beijo para quem quiser <3.
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2020.07.25 19:16 nice_psicopata O dia que terminaram comigo por fazer o ENEM

Uma saudação a todos os leitores supimpesas que estão lendo essa historia desse cara que só se fuuuu.
uma saudação ao Luba que é um cara incrível que já vejo os videos desde a época que ele jogava life is strange(talvez tenha um bom tempo mas enfim) ,aos possíveis convidado que não faço ideia de quem possa ser mas se esta com o Luba sei que é incrível porque ele não convida gente sem graça, aos editores que trabalham duro é que merece muito respeito, as gatas que são muito fofas e igualmente incríveis e por fim mas não menos importante uma saudação a essa comunidade super supimpa do que acompanha o Luba.
Hoje eu vou contar uma historia que parece mentira mas realmente minha ex terminou comigo por eu querer fazer a prova do ENEM, nem sei por onde começar mas vamos pelo inicio eu conheci uma menina pela internet que morava na cidade vizinha ficava uns 40 km de distancia, não é uma distancia grande para o amor, pelo menos para mim tava de boa e eu não achava ruim isso, claro que a distancia atrapalhava algumas coisas mas isso é normal por exemplo eu só podia ver ela no fim de semana, mas como meu trabalho era puxado mesmo se ela morasse perto ia ser assim,ate ai tudo bem, mas o problema começou quando eu percebi que ela era meio preconceituosa ela não assumia mas ela tinha uma vizinha que ela vivia enchendo o saco só por ser negra, eu sou muito contra preconceito seja ele de qualquer tipo, mas não falava nada sobre isso porque eu gostava muito da minha ex e não queria magoar ela(eu só ficava quieto não ajudava nem atrapalhava) e isso foi desgastando o amor
outra coisa que foi desgastando a relação foi que por mais que eu elogiasse ela não bastava ela sempre queria que eu elogiasse mais, ela dizia que por ter depressão ela precisava de muito elogio e que eu como namorado dela eu devia elogiar mais ela por que se eu não elogiar os outros iam elogiar e eu iria perder ela, ela também queria que eu postasse foto com ela direto mesmo eu nem mexendo nas redes sociais desde que as redes sociais ficaram lotadas de extremistas eu não tenho mais paciência parei de mexer em rede social mas mesmo assim eu precisava postar foto com ela pelo menos uma vez por semana,
Eu ia todo fim de semana ver ela e deixava todo meu salario com ela e mesmo assim ela reclamava que a gente não fazia nada, e mesmo com tudo isso eu amava ela e não a-abandonava(eu fiquei com ela por 1 ano e 11 meses), mas oque foi o ápice para o termino foi o ciumes demasiado, eu nunca trai ninguém acho traição algo imperdoável, mas ela não deixava nem eu jogar (nem offline) por que ela achava que eu ia trair ela com o jogo, eu acabava jogando escondido mas quando ela descobria ela ficava uma fera e falava que ia terminar fazia da minha vida um inferno e isso ficou pior quando chegou perto do ENEM do ano passado se eu estudava de noite ela achava ruim(era o único momento que podia estudar já que eu trabalhava o dia todo e o fim de semana estava com ela) eu fiz do mesmo jeito que fazia com os jogos falava que ia dormir e ia estudar eu me acabei fazendo isso porque o cansaço só ia acumulando e eu ia trabalhar destruído mas continuava com ela porque no fim eu amava ela, mas meu amor não resistiu ao fato dela ter marcado uma cirurgia no fim de semana do ENEM para eu não poder fazer a prova, ela sabia que eu ia fazer a prova e que eu ia acabar não podendo ver ela em dois fins de semana seguidos por conta da prova então ela marcou a cirurgia e falou que se eu não acompanhasse ela podia considerar que o namoro tinha acabado, como eu já tava com o amor abalado por varias situações eu acabei falando que tudo bem que ela podia terminar comigo ela me bloqueou no whatsapp e eu como tava muito triste fui no meu face e no meu insta e apaguei todas as fotos e tirei o status de relacionamento serio, no dia seguinte uma menina começa a me seguir e me chama no direct achei isso muito estranho porque como disse nem mexo em rede social mas quando olhei o perfil vi que o insta tinha sido criado recentemente, logo entendi que era um fake dela, mas dei trela para ver ate onde ela ia(maior erro que podia ter cometido), no fake ela se fingia de lésbica e falava que tinha errado com a namorada dela e que iria fazer de tudo para se desculpar e tentava me induzir a fazer o mesmo(se não entendeu ela queria que eu pedisse desculpa por ir fazer o ENEM e não ir ficar com ela) e ela também ficava toda hora querendo que eu assumisse que tinha traído ela mesmo eu nunca tendo traído e a conversa se prolongou ate eu falar tudo que eu pensava, tudo que foi me desgastando, tudo que eu tinha guardado para mim sem falar para ninguém e depois disso ela me desbloqueou do whatsapp só para me xingar e falar que eu não podia ter feito isso com ela porque ela tinha depressão e que ela tinha sido muito boa comigo por ter me perdoado toda vez que ia ou estudar ou jogar escondido dela e que ainda eu tava errado der ter falado dela do jeito que eu falei para alguém que eu nem conhecia (mesmo eu nem ter citado o nome dela na conversa assim como estou fazendo aqui) e isso era umas três semanas antes do ENEM e se você pensa que acabou esta bem enganado
uma semana antes do ENEM ela falou com minha madrasta que mora em outro e as duas vieram falar comigo meio que me forçando a voltar com minha ex eu só ignorei fiquei bravo e não voltei mas isso me deixou muito mal ao ponto de sair muito mal no ENEM a assim não consegui tirar uma nota boa
com todo esse problema dessa pandemia vim morar com meu pai e minha madrasta e a melhor parte foi agora quando cheguei aqui ela pondo musica da minha ex para tocar(obs.:ela é cantora) para me deixar triste por não ter voltado com minha ex e para me mostrar que agora ela ta bem sem mim e eu continuo sendo um merda
bem essa é minha historia se você leu ate aqui obrigado eu sei que é uma historia horrível mas é minha vida né fazer oque
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2020.07.20 20:04 choco-menta Desilusão amorosa, primeira e única

Olá Lucas, gatas, editores e turma/chat que está a ver. Essa é a história de como o amor me fez de trouxa pela primeira e, até agora, única vez.
Obs.: Todos os nomes que eu cito na história já foram censurados.
O começo dessa história data de junho de 2011. Era o dia da festa junina do meu colégio e eu ainda estava no terceiro ano do fundamental. Os alunos do primeiro até o quinto ano eram convidados a participar das apresentações de quadrilha a troco de um pequeno bônus na nota e uma boa humilhação pública. Para aquele ano, nossa turma ia apresentar aquela clássica performance do casamento e, pra não ser injusta com nenhum par, todos nós que resolvemos participar íamos nos casar. Sendo assim todas as meninas estavam vestidas à caráter, como pequenas noivas — eu inclusa. — e os meninos com um traje estereotipado caipira: calça jeans, camisa xadrez e chapéu de palha.
Antes dos ensaios eu nunca tinha tido muito contato com o meu "noivo", vou chama-lo de João, e o conhecia apenas de vista. No entanto, a dança nos aproximou e ficamos bastante amigos. No final das aulas, enquanto esperávamos que nossos pais fossem nos buscar tínhamos conversas até que produtivas para crianças de apenas oito anos.
Ele foi o primeiro menino que eu cheguei a considerar meu amigo e não demorou muito para que minhas irmãs fanfiqueiras enchessem o meu saco dizendo que aquilo era mais que uma amizade. Se não fosse por elas, minha cabecinha inocente não teria visto nada de errado em casar com o garoto por um dia apenas, mas após as insinuações delas eu passei a enxergar o que tínhamos por outro ângulo e não gostei muito do que vi.
Meu pai sempre foi do tipo protetor, daqueles que diz que namoro é coisa para depois da faculdade e na época eu fiquei apavorada pensando que estava o desobocendo só por ser gentil com o garoto. Foi aí e por conta disso que me decidi: após o casamento, eu ia querer o divórcio.
Na noite da festa eu me concentrei em me divertir e na dança. Mas, mesmo me divertindo à beça, eu ainda sentia que estava fazendo algo de errado e segui firme naquela ideia.
Ficamos cinco anos sem nos falar. O fato de que nunca mais caímos na mesma turma ajudou. Também não tínhamos um amigo sequer em comum. Na real, um dos amigos dele era o Miguel, um menino que praticava bullying comigo e com praticamente a escola inteira. Na época eu considerava bullying porque ele dizia em forma pejorativa, mas hoje em dia se me chamarem de "Lady Gaga" de novo eu irei aceitar como elogio. E não precisa cancelar ele, o Miguel é importante para a história e só estava por um período de auto-aceitação (na verdade ele é little monster).
Além disso, muita coisa mudou em cinco anos. Em 2012, por exemplo, foi o fim do meu mundo. Não que seja importante pra história, mas ninguém morreu, além do amor entre o meu pai e a minha mãe.
Indo para 2015, eu e Miguel fomos colocados na mesma turma. Eu pensava que seria um inferno, mas o excesso de convivência — seis horas por dia, cinco dias da semana. — fez com que virássemos amigos. E, sendo amigos, eu passei a andar com os amigos dele e ele com os meus.
E dentre os amigos dele estava o João, meu ex-marido. E, com quatorze anos, o tempo foi esclarencendo para mim o que eu sentia por ele. Tivemos conversas ainda mais interessantes, trocávamos indicações de livros, séries e músicas. Ficava cada vez mais claro para mim que aquela era uma amizade que eu não iria querer desperdiçar ao fazer a burrada de me declarar. Na minha cabeça, fazia muito sentido que eu deixasse tudo como estava: e se ele não sentisse o mesmo? E se não durar? Meu pai nunca que iria deixar mesmo.
No Ensino Médio, cada um seguiu seu caminho e foi para uma escola diferente. Em estados diferentes, inclusive. Mas, no fundo, eu acho que sempre haverá uma parte de mim esperando pelo universo fazer uma forcinha e nos coloquar frente à frente mais uma vez, ainda que para trocar mais indicações de cantores e seriados. E depois da faculdade, de preferência.
Soquinho no cotovelo e <3
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2020.06.18 19:51 provincian0 Fragmento de um texto de Antonio Candido, de 1988, que nos faz pensar e MUITO sobre o Brasil de hoje. Se ele ainda estivesse vivo, certamente estaria profundamente desiludido... Vale muito a pena ler!

"É verdade que a barbárie continua até crescendo, mas não se vê mais o seu elogio, como se todos soubessem que ela é algo a ser ocultado e não proclamado. Sob este aspecto, os tribunais de Nuremberg foram um sinal dos tempos novos, mostrando que já não é admissível a um general vitorioso mandar fazer inscrições dizendo que construiu uma pirâmide com as cabeças dos inimigos mortos, ou que mandou cobrir as muralhas de Nínive com as suas peles escorchadas. Fazem-se coisas parecidas e até piores, mas elas não constituem motivo de celebração. Para emitir uma nota positiva no fundo do horror, acho que isso é um sinal favorável, pois se o mal é praticado, mas não proclamado, quer dizer que o homem não o acha mais tão natural.
No mesmo sentido eu interpretaria certas mudanças no comportamento cotidiano e na fraseologia das classes dominantes. Hoje não se afirma com a mesma tranquilidade do meu tempo de menino que haver pobres é a vontade de Deus, que eles não têm as mesmas necessidades dos abastados, que os empregados domésticos não precisam descansar, que só morre de fome quem for vadio e coisas assim. Existe em relação ao pobre uma nova atitude, que vai do sentimento de culpa até o medo. Nas caricaturas dos jornais e das revistas, o esfarrapado e o negro não são mais tema predileto das piadas, porque a sociedade sentiu que eles podem ser um fator de rompimento do estado de coisas, e o temor é um dos caminhos para a compreensão.
Sintoma complementar eu vejo na mudança do discurso dos políticos e empresários quando aludem à sua posição ideológica ou aos problemas sociais. Todos eles, a começar pelo Presidente da República, fazem afirmações que até pouco seriam consideradas subversivas e hoje são parte do palavreado bem-pensante. Por exemplo, que não é mais possível tolerar as grandes diferenças econômicas, sendo necessário promover uma distribuição equitativa. É claro que ninguém se empenha para que de fato isto aconteça, mas tais atitudes e pronunciamentos parecem mostrar que agora a imagem de injustiça social constrange, e que a insensibilidade em face da miséria deve ser pelo menos disfarçada, porque pode comprometer a imagem dos dirigentes. Esta hipocrisia generalizada, tributo que a iniquidade paga à justiça, é um modo de mostrar que o sofrimento já não deixa tão indiferente a média da opinião.
Do mesmo modo, os políticos e empresários de hoje não se declaram conservadores, como antes, quando a expressão classes conservadora era um galardão. Todos são invariavelmente de centro, e até de centro-esquerda, inclusive os francamente reacionários. E nem poderiam dizer outra coisa, num tempo em que a televisão mostra a cada instante em imagens cujo intuito é mero sensacionalismo, mas cujo efeito pode ser poderoso para despertar as consciências, crianças nordestinas raquíticas, populações inteiras sem casa, posseiros massacrados, desempregados morando na rua.
De um ângulo otimista, tudo isso poderia ser encarado como manifestação infusa da consciência cada vez mais generalizada de que a desigualdade é insuportável e pode ser atenuada consideravelmente no estágio atual dos recursos técnicos e de organização. Nesse sentido, talvez se possa falar de um progresso no sentimento do próximo, mesmo sem a disposição correspondente de agir em consonância. E aí entra o problema dos que lutam para que isso aconteça, ou seja: entra o problema dos direitos humanos."
Para quem tiver interesse, o fragmento é do texto O direito à literatura, presente na obra Vários Escritos, de Antonio Candido. Dá para achar facilmente esse texto em PDF na internet.
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2020.06.18 19:46 provincian0 Fragmento de um texto de Antonio Candido, de 1988, que nos faz pensar e MUITO sobre o Brasil de hoje. Se ele ainda estivesse vivo, certamente estaria profundamente desiludido... Vale muito a pena ler!

"É verdade que a barbárie continua até crescendo, mas não se vê mais o seu elogio, como se todos soubessem que ela é algo a ser ocultado e não proclamado. Sob este aspecto, os tribunais de Nuremberg foram um sinal dos tempos novos, mostrando que já não é admissível a um general vitorioso mandar fazer inscrições dizendo que construiu uma pirâmide com as cabeças dos inimigos mortos, ou que mandou cobrir as muralhas de Nínive com as suas peles escorchadas. Fazem-se coisas parecidas e até piores, mas elas não constituem motivo de celebração. Para emitir uma nota positiva no fundo do horror, acho que isso é um sinal favorável, pois se o mal é praticado, mas não proclamado, quer dizer que o homem não o acha mais tão natural.
No mesmo sentido eu interpretaria certas mudanças no comportamento cotidiano e na fraseologia das classes dominantes. Hoje não se afirma com a mesma tranquilidade do meu tempo de menino que haver pobres é a vontade de Deus, que eles não têm as mesmas necessidades dos abastados, que os empregados domésticos não precisam descansar, que só morre de fome quem for vadio e coisas assim. Existe em relação ao pobre uma nova atitude, que vai do sentimento de culpa até o medo. Nas caricaturas dos jornais e das revistas, o esfarrapado e o negro não são mais tema predileto das piadas, porque a sociedade sentiu que eles podem ser um fator de rompimento do estado de coisas, e o temor é um dos caminhos para a compreensão.
Sintoma complementar eu vejo na mudança do discurso dos políticos e empresários quando aludem à sua posição ideológica ou aos problemas sociais. Todos eles, a começar pelo Presidente da República, fazem afirmações que até pouco seriam consideradas subversivas e hoje são parte do palavreado bem-pensante. Por exemplo, que não é mais possível tolerar as grandes diferenças econômicas, sendo necessário promover uma distribuição equitativa. É claro que ninguém se empenha para que de fato isto aconteça, mas tais atitudes e pronunciamentos parecem mostrar que agora a imagem de injustiça social constrange, e que a insensibilidade em face da miséria deve ser pelo menos disfarçada, porque pode comprometer a imagem dos dirigentes. Esta hipocrisia generalizada, tributo que a iniquidade paga à justiça, é um modo de mostrar que o sofrimento já não deixa tão indiferente a média da opinião.
Do mesmo modo, os políticos e empresários de hoje não se declaram conservadores, como antes, quando a expressão classes conservadora era um galardão. Todos são invariavelmente de centro, e até de centro-esquerda, inclusive os francamente reacionários. E nem poderiam dizer outra coisa, num tempo em que a televisão mostra a cada instante em imagens cujo intuito é mero sensacionalismo, mas cujo efeito pode ser poderoso para despertar as consciências, crianças nordestinas raquíticas, populações inteiras sem casa, posseiros massacrados, desempregados morando na rua.
De um ângulo otimista, tudo isso poderia ser encarado como manifestação infusa da consciência cada vez mais generalizada de que a desigualdade é insuportável e pode ser atenuada consideravelmente no estágio atual dos recursos técnicos e de organização. Nesse sentido, talvez se possa falar de um progresso no sentimento do próximo, mesmo sem a disposição correspondente de agir em consonância. E aí entra o problema dos que lutam para que isso aconteça, ou seja: entra o problema dos direitos humanos."
Para quem tiver interesse, o fragmento é do texto O direito à literatura, presente na obra Vários Escritos, de Antonio Candido. Dá para achar facilmente esse texto em PDF na internet.
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2020.06.11 02:05 dmgr14 Porque razão a maioria das figuras públicas são de esquerda ?

Discussão saudável, irei apresentar a minha opinião e gostava de ver a vossa.
Já tinha reparado, principalmente nos Estados Unidos, que as celebridades de Hollywood davam a entender que eram de esquerda, por uma variedade de razões.
As minhas suspeitas confirmaram-se quando o Trump foi eleito presidente. Pessoalmente, também não sou fã dele, embora concorde com uma ou dois coisas que ele diz. No entanto, mesmo não tendo simpatia por ele, não o odeio. O que tenho reparado nas redes sociais é que raramente há um meio-termo, ou o adoram ou odeiam. Não estou a dizer que só por não gostarem do Trump que automaticamente são de esquerda, mas não é isso que dão a entender.
Assim de repente, lembro-me do Seth MacFarlane dizer que acreditava que o Donald Trump iria, um dia, gerir o país. Acredito que haja mais uma ou duas figuras públicas que o apoiam, mas já está visto que a maioria não.
Lembrei-me deste tema quando me apercebi que algumas figuras públicas portuguesas (humoristas, atores/atrizes, cantores/cantoras etc) começaram a revelar um "ódio" ao André Ventura ao ponto de fazerem piadas e "humor" que, muito sinceramente, já acho que esteja a passar dos limites ( pelo menos para mim). Entendo que o Ventura é um deputado diferente dos outros, não necessariamente melhor ou pior. Tem uma postura às vezes até impropria para o cargo que tem, mas julgo que faça parte, como disse o Rui Rio, do marketing politico dele.Embora Trump e Ventura sejam indivíduos diferentes, leva-me a pensar por que motivo a grande maioria das celebridades são mais de esquerda ou não apoiam candidatos tão "politicamente incorretos", populistas ou que revelem a hipocrisia da sociedade. Irei deixar o meu raciocínio e gostava de ver o vosso também :
A primeira coisa que me veio logo a cabeça foram as redes sociais e a necessidade que as pessoas hoje em dia têm de mostrar algo ou que fizeram algo. Quando foi a quarentena, por exemplo, desativei as redes sociais temporariamente porque já não aguentava a porcaria dos posts de celebridades a dizerem para ficar-mos em casa e não sei o quê. Quer dizer... Hello ?? Talvez nem toda a gente se possa dar ao luxo de ficar em casa quando dependem do salário para pagar as contas e empréstimos ? Qual a ideia de estarem sempre a falar nisso, manterem-se relevantes ? Falam de barriga cheia.
Ainda recentemente com as manifestações BLM houve inclusive celebridades que foram criticadas por não falarem exaustivamente do assunto, acusando-os de compactuarem com o racismo. A Sara Sampaio, por exemplo, viveu este assunto intensamente no Instagram e tenha a sensação que muitas celebridades só o fazem pela aparência. Ela não conseguia ter ido a manif sem ter publicado 200 insta stories ? Cum caralho.
Anyway, a grande maioria dos famosos vive das imagens, publicidade e egos. Ao abraçar as causas de partidos políticos maioritariamente de esquerda, com politicas da igualdade, do racismo, aquecimento global, combate à fome etc acho que o que eles querem é uma palmadinha nas costas, elogios nas redes socais e darem a entender que são bons seres humanos por apoiarem causas tão "nobres" e humanas.
Quantas celebridades se voluntariaram para trabalhar numa sopa dos pobres, foram limpar as praias ou fizeram algo REALMENTE útil para justificar as causas que eles defendem ? Grande maioria não fez porra nenhuma, o máximo que eu vejo é a típica doação monetária a uma instituição qualquer e a partilha da doação na redes sociais. Quando são questionados com essa questão, a reposta típica é "Im spreading awareness".
Nem vou entrar no assunto das estações de televisão e comunicação social serem biased, acaba por ser normal as figuras que trabalham nessas estações fazerem o que lhes mandam. Mas é importante relembrar esta parte, acredito que tenha muita influência também.
TL;DR : Tenha a sensação que, numa sociedade de aparências, fica-lhes melhor apoiar partidos de esquerda pois são os partidos que apostam mais nesses assuntos de desigualdades sociais, aquecimento global e afins. Fica-lhes bem nas redes sociais apoiar partidos que façam manifestações contra o racismo, LGBT etc. Falar de taxas de emprego, défice, dívidas públicas, Ricardo Salgado e corrupção não dá likes (nem têm interesse em falar nisso, quando se ganha 80,000€/mês é irrelevante) e assuntos como o racismo são mais fáceis de perceber.
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2020.05.22 23:17 Niu_Davinci Estudo Antropológico sobre curta comunicação entre estranhos no Brasil!

O estudo é sobre uma ou duas palavras, no máximo 4, que se ouve na rua, ou num bairro, ou em restaurantes ou espaços públicos, ou até dentro do carro.
Pode-se chamar de picardia, curta comunicação, etc. Pode ser uma identificação de algo a acontecer ou para alguém, um elogio, um insulto, expressões passivo agressivas, expressões neutras ou interjeições.
O meu objectivo é escrever sobre toda a curta comunicação em certos países Europeus e mais além,como o Brasil, a ver se há expressões internacionais sobrepostas.
Pode ser primeiro palavras e depois algo mais, como:
Bom...
Deep...
Ela/Ele ...
Ele/ela gosta de..
ele/ela adora ...
É...
Huge...
Muito...
New...
Nova ...
Tem Falta...
Tem...
Exemplos de expressões em Portugal:
Curta comunicação Corona Times:
Está Coronado.Paciente 0
Novo Paciente 0
___________
Abusado
Adora
Anão
Assasino
Ao contrário
Apaga
Aproveita
Arab
Arte
Asshole
Awesome
Believer
Bi
Bicho
Bitch
Brutal
CHato
CHild
Compreende
Cool
Dark.
Deep (insert word here)
....
Deep person G
Deepest person.
Desespero
Dev
Deve ser
Deve ser (inserir palavra aqui)
...
Diarreia
Droga-se
Dúbio
DuroÉ (inserir palavra aqui)
É artista
É de Lisboa
É do Porto
É dúbio
É igual
É Impróprio
É mentira
É mulher
É o Contrário
É policia
É prisão
É rico
É um bocado
É um máquina
É um robot
É único
é do brasil
Ele dança
Ele dorme
Ele faz
Ele fuma
Ele muda
Ele repete-se
Ele Roça
Ele sai
Estuda
Está alto
Está morto
Está preso
Está velho
Estúpido
Evil
Evil person
Eww!
Falta dele
Fecha
Filho
Fogo
For Real
Fraco
Fresco
Fresh
Fuma
Fucking Hell
Gay
Genius
Geek
Gigante
Gordo
Gosta de mulheres
Hate him
He Balls
He knows
He thinks ok
He's Portuguese
He's fun
Huge
Huge (insert word here)
...
Huge Person
Huge dele
Huge forma
Huge rebelde
Huge Deseijo
I don't like him
I like him
Idiota
Impróprio
In.
Inteligente
Já foi
Já foste
Lento
Like
Looser
Love
Magro
Mal cheiroso
Maluco
Mascara
Mente
Morre
Mudo
Música
Não sei não
Necessita
New (insert word here)
...
New fumo
New Person
New tédio
Nigga
Nojento
Not so cool
Novo
Não sei não
Odeio
Old
Orgulho
Otário
Ou não
Oui
Ouve
Passa
Perdi.
Pirata.
Polícia
Pro
Puta
Péssimo
Rainha
Rato
Real
Rebelde
Rei
Repete-se
Ri-se
Sabe bem.
Sauce
Small
Special
Super (inserir palavra aqui)
Super Interessante
Surpreende
Tarado
Tedio
Tem
...
Tem criança
Tem estilo próprio
Tem experiência
Tem expressão
Tem geral
Tem mulher
Tem Homem
Tem natureza
Tem orgulho
Tem resposta
Tem um Desafio.
Todo
....
Todo xitado
Trabalha
True
True
Tudo
Tótó
Vazio
Velho
Vicia
Vingança
Vomita
Vomitado
Weird (insert word here)
....
Weird expressão
Weird person
Well done
Xita
Xitadão
Young
faz sentido
Tem Orgulho
Terrorista
Ups!
Util
(total~ 197)
Deve haver umas 300 a 1000 palavras mais utilizadas em Portugal.
Eu preciso que alguém me ajude no Brasil a fazer a lista das palavras mais utilizadas para se comunicar no vosso País, preciso de voluntários para o estudo, alguém quer tentar me ajudar a fazer a lista nos comentários?
submitted by Niu_Davinci to brasil [link] [comments]


2020.05.22 22:41 Niu_Davinci Estudo Antropológico sobre curta comunicação entre estranhos em Portugal!

O estudo é sobre uma ou duas palavras, no máximo 4, que se ouve na rua, ou num bairro, ou em restaurantes ou espaços públicos, ou até ao volante.
Pode-se chamar de picardia, curta comunicação, etc. Pode ser uma identificação de algo a acontecer ou para alguém, um elogio, um insulto, expresões passivo agressivas, expressões neutras ou interjeições.Por vezes são repetidas muitas vezes num só dia,e podem-se ouvir na mente muito baixinho dos vizinhos ás vezes.
O meu objectivo é escrever sobre toda a curta comunicação em certos países Europeus e mais além, a ver se há expressões internacionais sobrepostas.
Pode ser primeiro palavras e depois algo mais, como:
Bom...
Deep...
Ela/Ele ...
Ele/ela gosta de..
ele/ela adora ...
É...
Huge...
Muito...
New...
Nova ...
Tem Falta...
Tem...
Exemplos de expressões:
Curta comunicação Corona Times:
Está Coronado.Paciente 0
Novo Paciente 0
___________
Abusado
Adora
Anão
Assasino
Ao contrário
Apaga
Aproveita
Arte
Asshole
Awesome
Believer
Bi
Bicho
Bitch
Brutal
CHato
CHild
Compreende
Cool
Dark.
Deep (insert word here)
....
Deep person G
Deepest person.
Desespero
Dev
Deve ser
Deve ser (inserir palavra aqui)
...
Diarreia
Droga-se
Dúbio
DuroÉ (inserir palavra aqui)
É artista
É de Lisboa
É do Porto
É dúbio
É igual
É Impróprio
É mentira
É mulher
É o Contrário
É policia
É prisão
É rico
É um bocado
É um máquina
É um robot
É único
é do brasil
Ele dança
Ele dorme
Ele faz
Ele fuma
Ele muda
Ele repete-se
Ele Roça
Ele sai
Estuda
Está alto
Está morto
Está preso
Está velho
Estúpido
Evil
Evil person
Eww!
Falta dele
Fecha
Filho
Fogo
For Real
Fraco
Fresco
Fresh
Fuma
Fucking Hell
Gay
Genius
Geek
Gigante
Gordo
Gosta de mulheres
Hate him
He Balls
He knows
He thinks ok
He's Portuguese
He's fun
Huge
Huge (insert word here)
...
Huge Person
Huge dele
Huge forma
Huge rebelde
Huge Deseijo
I don't like him
I like him
Idiota
Impróprio
In.
Inteligente
Já foi
Já foste
Lento
Like
Looser
Love
Magro
Mal cheiroso
Maluco
Mascara
Mente
Morre
Mudo
Música
Não sei não
Necessita
New (insert word here)
...
New fumo
New Person
New tédio
Nigga
Nojento
Not so cool
Novo
Não sei não
Odeio
Old
Orgulho
Otário
Ou não
Oui
Ouve
Passa
Perdi.
Pirata.
Polícia
Pro
Puta
Péssimo
Rainha
Rato
Real
Rebelde
Rei
Repete-se
Ri-se
Sabe bem.
Sauce
Small
Special
Super (inserir palavra aqui)
Super Interessante
Surpreende
Tarado
Tedio
Tem
...
Tem criança
Tem estilo próprio
Tem experiência
Tem expressão
Tem geral
Tem mulher
Tem Homem
Tem natureza
Tem orgulho
Tem resposta
Tem um Desafio.
Todo
....
Todo xitado
Trabalha
True
True
Tudo
Tótó
Vazio
Velho
Vicia
Vingança
Vomita
Vomitado
Weird (insert word here)
....
Weird expressão
Weird person
Well done
Xita
Xitadão
Young
faz sentido
Tem Orgulho
Terrorista
Ups!
Util
(total~ 197)

Deve haver umas 300 a 1000 palavras mais utilizadas.
Eu quero completar a lista das palavras mais utilizadas em Portugal, preciso de voluntários para o estudo, Alguém quer tentar completar a lista nos comentários?
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2020.05.12 02:27 Glenarvon Marx Contra o Estado: Notas Sobre a Aproximação entre Marxismo e Anarquismo

"A frase de Engels "Olhai a Comuna de Paris. Era a ditadura do proletariado" deve ser tomada a sério, como base para fazer ver o que não é a ditadura do proletariado como regime político (as diversas formas de ditadura sobre o proletariado, em seu nome)."
O conflito entre marxistas e anarquistas é muito antigo, e remonta desde a cisão pessoal entre Marx e Bakunin, até a perseguição de anarquistas por marxistas instalados no poder, como durante a Revolução Russa.
Ainda assim, a influência mútua das duas correntes é considerável. Há influência de autores anarquistas em autores marxistas, como David Harvey citando Murray Bookchin como uma influência, o reconhecimento por Marx da obra "O Que É a Propriedade?" de Proudhon como um "trabalho científico", a associação de William Morris com Kropotkin e outros anarquistas, entre outros. Por outro lado, a influência do marxismo em autores anarquistas também é notável, desde o já citado Bookchin até anarquistas mutualistas como Kevin Carson (que cita a corrente autonomista do marxismo como uma influência). De que modo isso é possível?
O principal conceito usado para se defender uma interpretação "estatal" do marxismo é o de "ditadura do proletariado". E, em adição a isso, as 10 medidas revolucionárias propostas por Marx e Engels no Manifesto Comunista, que envolvem, entre outras coisas, a centralização de indústrias como as ferrovias nas mãos do Estado, além de outras medidas defensoras de uma centralização estatal.
O conceito de "ditadura do proletariado" é um caso exemplar de como um nome pode facilitar a interpretação reducionista de uma ideia. O conceito de "ditadura" que Marx emprega, comum a sua época, não possui a conotação atual de governo autoritário por uma minoria, mas sim de "autoridade completa em um aspecto". No caso, uma autoridade da classe trabalhadora sobre a burguesia, exercida por meio da revolução, com o objetivo de pôr fim ao sistema capitalista. Para Marx, qualquer órgão que sirva ao propósito de por em prática o poder político da classe trabalhadora, mesmo que organizado de forma direta e horizontal, será uma "ditadura do proletariado", e, por extensão, um "Estado".
Essa diferença na definição de o que constitui um Estado é talvez a fonte principal de desentendimento entre anarquistas e marxistas em muitos casos. É por essa razão que, olhando para a Comuna de Paris, Bakunin escreve em seus textos, especialmente em "A Comuna de Paris e A Noção de Estado", que a Comuna havia abolido o Estado e o substituído pelo governo direto dos trabalhadores, enquanto Marx, em A Guerra Civil na França, olha para a Comuna e a descreve como uma ditadura do proletariado. Como podem os dois terem observado o mesmo fenômeno e o interpretado de maneira tão diferente?
Para Bakunin, o Estado é definido primeiramente por sua relação de dominação. A base da análise do anarquismo é a hierarquia social. Para Bakunin, o Estado é definido por ser uma instituição burocrática, imposta pela força, e necessariamente regida por uma elite política, criando uma hierarquia coercitiva onde aqueles no controle do maquinário estatal (e a classe dominante que defendem) exercem poder sobre o resto da população. Assim, ao eliminar as estruturas burocráticas e hierárquicas do Estado Burguês (e seus órgãos defensores, como o exército permanente e a polícia) e substituí-las por formas horizontais de democracia direta, a Comuna havia efetivamente abolido o Estado e suas relações de dominação política.
Para Marx, os órgãos políticos da Comuna, mesmo que horizontais e sem as típicas hierarquias coercitivas do Estado, são uma "ditadura do proletariado", pois representam a organização do poder político dos trabalhadores em oposição à burguesia, sendo através deles que as ações políticas da classe trabalhadora são organizadas.
Em A Guerra Civil na França, porém, Marx nota a estrutura com a qual as decisões da Comuna são organizadas. Marx nota que:
"(...) a classe operária não pode apossar-se simplesmente da maquinaria de Estado já pronta e fazê-la funcionar para os seus próprios objectivos." (A Guerra Civil na França, Capítulo III)
Sobre a forma política da Comuna de Paris, Marx escreve:
"O primeiro decreto da Comuna (...) foi a supressão do exército permanente e a sua substituição pelo povo armado.
A Comuna foi formada por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos vários bairros da cidade, responsáveis e revogáveis em qualquer momento. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna havia de ser não um corpo parlamentar mas operante, executivo e legislativo ao mesmo tempo. Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi logo despojada dos seus atributos políticos e transformada no instrumento da Comuna, responsável e revogável em qualquer momento. O mesmo aconteceu com os funcionários de todos os outros ramos da administração. Desde os membros da Comuna para baixo, o serviço público tinha de ser feito em troca de salários de operários. Os direitos adquiridos e os subsídios de representação dos altos dignitários do Estado desapareceram com os próprios dignitários do Estado. As funções públicas deixaram de ser a propriedade privada dos testas-de-ferro do governo central. Não só a administração municipal mas toda a iniciativa até então exercida pelo Estado foram entregues nas mãos da Comuna." (Idem)
Para Marx, a organização horizontal da Comuna, com os postos administrativos sendo eleitos por democracia direta e revogáveis a qualquer momento (não muito distante do modelo de Confederalismo Democrático adotado em Rojava hoje) foi essencial para seu sucesso político. Marx continua:
"Uma vez estabelecido o regime comunal em Paris e nos centros secundários, o velho governo centralizado teria de dar lugar, nas províncias também, ao autogoverno dos produtores. Num esboço tosco de organização nacional que a Comuna não teve tempo de desenvolver, estabeleceu-se claramente que a Comuna havia de ser a forma política mesmo dos mais pequenos povoados do campo, e que nos distritos rurais o exército permanente havia de ser substituído por uma milícia nacional com um tempo de serviço extremamente curto. As comunas rurais de todos os distritos administrariam os seus assuntos comuns por uma assembleia de delegados na capital de distrito e estas assembleias distritais, por sua vez, enviariam deputados à Delegação Nacional em Paris, sendo cada delegado revogável a qualquer momento e vinculado pelo mandai imperatif (instruções formais) dos seus eleitores. As poucas mas importantes funções que ainda restariam a um governo central não seriam suprimidas, como foi intencionalmente dito de maneira deturpada, mas executadas por agentes comunais, e por conseguinte estritamente responsáveis. A unidade da nação não havia de ser quebrada, mas, pelo contrário, organizada pela Constituição comunal e tornada realidade pela destruição do poder de Estado, o qual pretendia ser a encarnação dessa unidade, independente e superior à própria nação, de que não era senão uma excrescência parasitária. Enquanto os órgãos meramente repressivos do velho poder governamental haviam de ser amputados, as suas funções legítimas haviam de ser arrancadas a uma autoridade que usurpava a preeminência sobre a própria sociedade e restituídas aos agentes responsáveis da sociedade. Em vez de decidir uma vez cada três ou seis anos que membro da classe governante havia de representar mal o povo no Parlamento, o sufrágio universal havia de servir o povo, constituído em Comunas, assim como o sufrágio individual serve qualquer outro patrão em busca de operários e administradores para o seu negócio. (...) A Constituição Comunal teria restituído ao corpo social todas as forças até então absorvidas pelo Estado parasita, que se alimenta da sociedade e lhe estorva o livre movimento."
Com esse elogio da democracia direta dos communards e a crítica ao carreirismo, é difícil não se perguntar o que Marx acharia dos estados que seriam instituídos em seu nome no futuro.
Em "A Comuna de Paris e A Noção de Estado", Bakunin escreve:
"(...) partidário incondicional da liberdade, essa condição primordial da humanidade, penso que a igualdade deve se estabelecer no mundo pela organização espontânea do trabalho e da propriedade coletiva das associações produtoras livremente organizadas e federadas nas comunas, e pela federação também espontânea das comunas, mas não pela ação suprema e tutelar do Estado."
No capítulo III de A Guerra Civil na França, Marx escreve, de forma similar:
"A própria existência da Comuna implicava, como uma coisa evidente, liberdade municipal local, mas já não como um obstáculo ao poder de Estado, agora substituído."
Apesar de suas discordâncias, Marx e Bakunin concordam em relação à organização da Comuna de Paris enquanto movimento revolucionário da classe trabalhadora. A confusão dos dois sobre sua definição de Estado fica mais clara nos comentários de Marx à obra Estatismo e Anarquia, de Bakunin.
Em Estatismo e Anarquia, Bakunin escreve:
"Então não haverá governo nem estado, mas se houver um estado, haverá governadores e escravos.”
Marx responde a esse trecho:
"Isto é, somente se a dominação de classe desapareceu, e não há estado no atual sentido político."
Isso deixa explícita a diferença no modo de pensamento dos dois. Bakunin deixa clara sua definição do Estado em relação a suas hierarquias coercitivas burocráticas, enquanto Marx enfatiza sua definição do Estado como a organização que realiza os interesses de uma classe. Isso leva a um desentendimento progressivamente maior ao longo do texto.
Bakunin continua:
“Esse dilema é resolvido de modo simples na teoria dos marxistas. Por governo popular eles compreendem o governo do povo por meio de um pequeno número de líderes, escolhidos pelo povo.”
Aqui Bakunin não entende que a "ditadura do proletariado" que Marx descreve não precisa ser um governo de poucos membros, mas algo como a Comuna. Mas, como Bakunin define o Estado por suas relações de dominação, presume então que ela aconteceria necessariamente de forma similar ao Estado Burguês ("eleição" de uma elite política que controlará o aparato burocrático do Estado).
A isso Marx responde:
"Asneira! Isso é baboseira democrática, imbecilidade política. A eleição é uma forma política presente na menor comuna e artel russo. O caráter da eleição não depende deste nome, mas da base econômica, da situação econômica dos eleitores e, assim que as funções deixaram de ser políticas, existe 1) nenhuma função de governo, 2) a distribuição das funções gerais tornou-se um assunto de negócios, que não dá uma domínio, 3) a eleição não tem nada do seu caráter político atual."
O que é descrito é basicamente uma variação do que diz em A Guerra Civil na França: que os cargos eleitos serão puramente administrativos e revogáveis, sem a dominação política do Estado Burguês. O que Marx não entende é que Bakunin entende o Estado por suas relações de dominação, então critica o trecho como se Bakunin estivesse criticando a noção de eleições em si, e não a forma política que tomam em um Estado. Um está filtrando as falas do outro pelo próprio ponto de vista. Isso se torna enfim explícito em um trecho onde parecem concordar:
Bakunin: “Os alemães são cerca de quarenta milhões. Por exemplo, todos os quarenta milhões serão membros do governo?”
Marx: "Seguramente! Uma vez que a questão começa com o auto-governo da comunidade."
"Auto-governo da comunidade" é exatamente do que Bakunin se declara partidário em seu texto sobre a Comuna.
Ainda assim, as críticas de Bakunin não vêm sem uma base, e ainda temos as medidas centralizadoras recomendadas por Marx no Manifesto Comunista.
Nesse caso, é preciso entender como a Comuna de Paris influenciou o pensamento de Marx.
Marx, por sua ideia da "concepção materialista da história", acreditava que a teoria deveria ser informada pela prática (conceito que não é estranho aos anarquistas). Como sua teoria era referente a como a classe trabalhadora atua como agente de transformação social, então a Comuna de Paris, vista por Marx como o primeiro exemplo de uma "ditadura do proletariado", iria exigir que ele revisse seu trabalho de modo a levá-la em conta, incluindo sua organização política.
Foi por esse motivo que, em 1872, um ano após a Comuna, Marx e Engels adicionaram um prefácio à edição alemã do Manifesto (publicado em 1848), onde escrevem:
"A aplicação prática destes princípios — o próprio Manifesto o declara — dependerá sempre e em toda a parte das circunstâncias historicamente existentes, e por isso não se atribui de modo nenhum qualquer peso particular às edidas revolucionárias propostas no fim da secção II. Este passo teria sido hoje, em muitos aspectos, redigido de modo diferente. Face ao imenso desenvolvimento da grande indústria nos últimos vinte e cinco anos e, com ele, ao progresso da organização do partido da classe operária, face às experiências práticas, primeiro da revolução de Fevereiro, e muito mais ainda da Comuna de Paris — na qual pela primeira vez o proletariado deteve o poder político durante dois meses —, este programa está hoje, num passo ou noutro, antiquado. A Comuna, nomeadamente, forneceu a prova de que 'a classe operária não pode simplesmente tomar posse da máquina de Estado [que encontra] montada e pô-la em movimento para os seus objectivos próprios'."
De forma similar, em um texto redigido dois anos depois, em 1850, a "Mensagem da Direcção Central à Liga dos Comunistas", onde em um trecho afirmaram que "tal como na França em 1793, o estabelecimento da centralização mais rigorosa é hoje, na Alemanha, a tarefa do partido realmente revolucionário", foi adicionada por Engels uma nota de rodapé em 1885, onde escreve:
"Há que lembrar hoje que esta passagem assenta num mal-entendido. Considerava-se então como certo — graças aos falsificadores bonapartistas e liberais da história — que a máquina administrativa centralizada francesa fora introduzida pela grande Revolução e manejada, designadamente pela Convenção, como arma indispensável e decisiva para a vitória sobre a reacção monárquica e federalista e sobre o inimigo externo. Mas é actualmente um facto conhecido que durante toda a Revolução, até ao 18 de Brumário, o conjunto da administração dos departamentos, distritos e comunas consistia em serviços públicos eleitos pelos próprios administrados e agia com inteira liberdade, nos limites das leis gerais do Estado; que este autogoverno provincial e local, semelhante ao americano, se tornou precisamente a mais poderosa alavanca da Revolução, e isso até ao ponto em que Napoleão, imediatamente após o seu golpe de Estado do 18 de Brumário, se apressou em substitui-la pela administração dos prefeitos ainda hoje existente, a qual, portanto, foi desde o começo um puro instrumento da reacção."
Ou seja, há admissão por parte do próprio Marx (e de Engels) que suas antigas teorias sobre a prática revolucionária da classe trabalhadora foram tornadas antiquadas pelo evento da Comuna de Paris.
A crítica de Bakunin, apesar de não entender exatamente o próprio Marx, foi um aviso sobre as interpretações centralizadoras e estatais que sua obra poderia receber. Bakunin disse que se pode "pegar o revolucionário mais apaixonado: dando-lhe poder ilimitado, em alguns anos será pior que o próprio czar". Marx não pretendia dar poder ilimitado a um auto-proclamado líder revolucionário, mas alguns de seus intérpretes futuros não seguiam o mesmo princípio.
Mas, assim como é possível fazer uma interpretação autoritária da obra de Marx, também é possível fazer uma interpretação "libertária". A história aos anarquistas mostra que é um erro associar-se à primeira, mas a segunda, correntes marxistas anti-autoritárias e comprometidas com a democracia radical, ainda existe, e, se quisermos que o anarquismo seja o movimento de massas que ele almeja ser, não podemos ignorar ou rejeitar por inteiro a outra grande corrente anti-capitalista que temos.
Esse texto se chama "notas" com razão: é mais um pensamento geral que uma tese específica.
Para outros anarquistas, uma lista de autores e correntes da ala "libertária" do marxismo que possam interessar:
Caso esse texto seja lido por algum marxista, que não o rejeite imediatamente como um "desvio anarquista" do pensamento marxista, alguns autores anarquistas interessantes seriam:
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2020.05.08 00:57 whowillfixmenoww Sera q eu sou um esquizoide??? Tem algum psicologo aqui?

Desde q comecei a me entender sempre fui uma pessoa solitaria com poucos amigos tipo uns 3 na escola ou ate menos, a unica vez q tive mts amigos foi no ensino medio mas foi por pouco tempo, a solidao nao me encomoda mt ja q a maioria das pessoas sao decepçoes em potencial assim como eu tbm sou pra elas ao meu ver, eu tenho experimentado uma dificuldade em demonstrar emoçoes como felicidade ou raiva, no velorio da minha avó q foi praticamente a pessoa q eu mais amei, eu nao chorei e nao senti nada, eu so fui chorar dps devido a uma crise de ansiedade q eu nao conseguia dormir por causa de uma dor no peito, entao meus familiares falaram pra eu chorar, dai eu fui pro quarto e me forcei a chorar ate soluçar, estou passando por alguns problemas pessoais bem graves e a minha mae é portadora de esquizofrenia, entao talvez tenha um pouco haver, gosto de me isolar e de lugares quietos e silenciosos como bibliotecas por exemplo, fiquei um ano trancado no meu quarto em 2015, jogando lol no computador, eu mal conversava com a minha familia e quando tinha visitas a minha vontade era sumir, eu sou meio indiferente a insultos ou elogios, na vdd eu nunca sei como reagir, e todas as vezes q converso com alguem eu sinto q aquilo tudo é falso, como se fosse uma peça de teatro q eu tivesse q atuar e improvisar as minhas falas naquela hora, tipo quando perguntam: "vc esta bem?" Eu sei q a pessoa nao ta nem ai se eu to bem ou mal, ela so perguntou pq frequentamos o mesmo lugar e temos q nos ver todos os dias o q faz com q nos tenhamos q desenvolver algum tipo de interaçao "obrigatoriamente" pra dizermos q somos sociaveis e pra ela nao me definir como uma ameaça em potencial, tem pessoas q falam comigo a meses no trabalho e ate hj eu nem sei o nome delas.
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2020.03.28 04:55 fabio561 Fiódor Dostoiévski - " Um paradoxalista "

“Narremos algumas palavras a respeito da guerra e seus rumores. Conheço um homem que é um paradoxalista. Eu o conheço há muito tempo. Trata-se de uma pessoa obscura possuída por um estranho caráter: nosso paradoxalista é um sonhador. Em algum lugar de minha obra voltarei a falar sobre ele mais detidamente. Mas agora quero rememorar como, há alguns anos, nós discutimos a respeito da guerra. Ele defendeu a guerra em termos gerais e talvez o tenha feito apenas pelo amor ao paradoxo. Afirmo-lhes que nosso paradoxalista é um verdadeiro cidadão; a pessoa mais pacífica e afável que se poderia conhecer na Terra e também em São Petersburgo.
– É algo ultrajante – o paradoxalista começa – dizer que a guerra é o tumor da humanidade. Pelo contrário, trata-se do artifício mais útil. Há apenas um tipo de guerra odioso e verdadeiramente pernicioso: a guerra civil e fratricida. Ela paralisa e obscurece o Estado; ela se prolonga em demasia; ela brutaliza o povo a não mais poder. Mas uma guerra política e internacional apresenta benefícios em todos os aspectos, e por isso ela é absolutamente essencial.
– Espere um momento: uma nação aniquila a outra, e os povos se dispõem à matança mútua – o que há de essencial nisso?
– Tudo é essencial, e no sentido mais elevado. Mas em primeiro lugar, é uma mentira dizer que os povos se dispõem à matança mútua; a chacina nunca domina o imaginário do povo. Pelo contrário, os povos se dispõem a sacrificar as próprias vidas; eis o que domina seu imaginário. E esta é uma questão completamente outra. Não há ideal mais elevado do que o sacrifício da própria vida pela defesa dos irmãos e da pátria. A humanidade não pode viver sem ideais nobres, e chego mesmo a suspeitar que a humanidade ama a guerra precisamente por ela fazer parte de algum nobre ideal. Trata-se de uma necessidade humana.
– Mas será que a humanidade realmente ama a guerra?!
– Claro que ama. Quem se sente deprimido em tempos de guerra? Muito pelo contrário: todos e cada um ficam instigados, os espíritos se elevam, não se notam a apatia e o tédio ordinariamente presentes em tempos de paz. E então, quando a guerra termina, os povos amam relembrá-la, ainda que tenham sido derrotados! Não acredite naqueles que, durante a guerra, meneiam a cabeça e dizem uns aos outros: ‘Que calamidade, a que ponto chegamos’. Estão sendo educados, eis tudo. Na verdade, todos e cada um são tomados por um ânimo festivo. Sabe, há idéias que não se aceitam facilmente. Você será apupado como uma besta-fera e será excomungado e condenado como um reacionário; todos temem tais idéias. Ninguém ousa aclamar a guerra.
– Mas você está falando de nobres ideais e de humanização. Não pode haver nobres ideais sem a guerra? Pelo contrário: em tempos de paz, há muito mais terreno para que nobres ideais floresçam.
– Não, não, não, aí é que você se engana. A nobreza perece durante um longo período de paz, e em seu lugar aparecem o cinismo, a indiferença, o tédio e, sobretudo, um malicioso hábito de escárnio – e tudo isso quase como um ocioso passatempo, sem nenhum objetivo sério. Afirmo categoricamente que um longo período de paz endurece o coração do povo. Durante o interminável período de paz, a balança social sempre pende para o lado do que é estúpido e grosseiro na humanidade, principalmente em direção à riqueza e ao capital. Imediatamente após uma guerra, a honra, a filantropia e o auto-sacrifício são respeitados, valorizados e altamente resguardados; quanto mais a paz se estende, mais tais valores nobres e belos se tornam pálidos e insípidos, até que desapareçam, enquanto todos e cada um estão obsedados pela riqueza e pelo espírito da aquisição. Ao fim e ao cabo, só resta a hipocrisia – a hipocrisia da honra, do auto-sacrifício e do dever; tais coisas continuarão a ser respeitadas, a despeito de todo o cinismo, mas apenas retoricamente, através de belas palavras. Não haverá honra genuína, apenas as máximas vazias permanecerão. Quando a honra se torna uma máxima, ela morre. Uma paz prolongada produz apatia, ideais medíocres, depravação e um arrefecimento das paixões. Os prazeres não se mostram refinados e se tornam mais e mais envilecidos. A riqueza crua não se regozija com a nobreza, já que demanda prazeres imediatos e rasteiros, i.e., a satisfação mais direta dos clamores da carne. Os prazeres se tornam carnívoros. A sensualidade evoca a luxúria, e a luxúria é sempre cruel. Você não pode negar tudo isso, porque não há como negar o fato principal: durante uma paz prolongada, a balança social pende para a riqueza crua ao fim e ao cabo.
– Mas e quanto à ciência e às artes – será que elas podem florescer durante os tempos de guerra? E aqui estamos diante de nobres e grandiosos ideais.
– Ah, mas eis a jogada que me faz dizer a você: xeque-mate! A ciência e as artes florescem sobretudo no imediato pós-guerra. A guerra as renova; a guerra estimula e fortalece o pensamento e lhe dá ímpeto. Mas uma paz interminável arrefecerá até mesmo a ciência. Não há dúvida de que a busca da ciência demanda uma certa nobreza, até mesmo a abnegação. Mas poderiam muitos desses cientistas sobreviver à pestilência da paz? A falsa honra, o amor-próprio e a sensualidade os apanharão também. Tente lidar com um sentimento como a inveja, por exemplo; a inveja é crua e vulgar, mas ela também se inoculará no nobre coração de um cientista. Ele também quererá tomar assento em meio ao glamour e à prosperidade generalizada. Comparado ao triunfo da riqueza, que pode significar o triunfo de alguns cientistas, a menos que se trate de algo sensacional como a descoberta do planeta Netuno, por exemplo? Agora me diga: haverá muitos remanescentes para a devoção verdadeira à humilde causa? Pelo contrário, haverá o desejo pela fama, e então o charlatanismo invadirá a ciência; haverá a busca pelo sensacionalismo, e o utilitarismo pairará soberano, porque haverá um desejo incontrolável pela riqueza. O mesmo sucederá à arte: a mesma busca por sensacionalismo. Idéias simples, claras, nobres e valorosas não estarão em moda: algo muito mais terra-a-terra será demandado; simulacros de paixões estarão na ordem do dia. Pouco a pouco, o senso de medida e harmonia se perderá; paixões e sentimentos sórdidos virão à tona – eis o sentido da elevação dos sentimentos que, na verdade, só levam à vulgarização. A arte inevitavelmente sucumbirá ao fim de uma paz prolongada. Se a guerra nunca houvesse existido em nosso planeta, a arte teria sido totalmente extinta. Todas as grandes idéias artísticas são providas pela guerra e pela luta. Pense na tragédia, olhe para as estátuas: aqui está o Horácio de Cornélio; lá está o Apolo de Belvedere sobrepujando um monstro...
– E quanto às madonas, e quanto à cristandade?
– A própria cristandade admite o fato das guerras e das profecias que dizem que a espada não virá até o Juízo Final: eis algo verdadeiramente notável. Ah, não há dúvida de que a cristandade, em termos elevados e morais, rejeita a guerra e prega o amor mútuo. Eu mesmo serei o primeiro a me unir ao júbilo quando as espadas forem relegadas aos charcos. Mas a questão é: quando isso irá acontecer? E seria útil relegar as espadas aos charcos na atualidade? A paz atual será sempre e em todo os lugares pior do que a guerra, a ponto de ser imoral apoiar a paz. Não há nada que a torne digna de ser valorizada e preservada; é vulgar e vergonhoso preservar a paz. A riqueza e a vulgaridade dão à luz a indolência, e a indolência faz nascer escravos. A fim de manter os escravos em estado servil, é preciso eliminar o livre arbítrio e a oportunidade de evolução, já que não se pode abrir mão da necessidade de escravos, ainda que se trate do cidadão mais humano entre todos. Eu também noto que, durante um período de paz, a covardia e a desonestidade criam raízes. Por natureza, o homem está terrivelmente inclinado à covardia e aos atos vergonhosos – todos e cada um de nós sabemos muito bem disso. Talvez seja por isso que o homem ama tanto a guerra: entrevemos uma cura através da guerra. A guerra expande o amor mútuo e une as nações.
– Ei, espere um pouco: como é que a guerra une as nações, meu Deus?!
– A guerra as obriga ao respeito mútuo. A guerra renova os povos. O amor ao próximo chega ao ápice no campo de batalha. Realmente, é estranho que a guerra faça menos para despertar o ódio do povo do que a paz. De fato, algo que poderia ser considerado uma revolta política em tempos de paz, algum tratado que demandava muito, quiçá uma pressão política, uma requisição arrogantemente expressa – do tipo a que a Rússia foi submetida pela Europa em 1863 –, todas essas coisas despertam o ódio do povo de modo muito mais encarniçado e aberto do que em tempos de guerra. Pensemos ainda uma vez: nós, russos, odiamos os franceses e os ingleses durante a campanha da Criméia? Não, nem um pouco; na verdade, parecíamos nos aproximar cada vez mais deles, quase como se eles tivessem se tornado nossa própria família. Estávamos interessados em ouvir as visões deles sobre a nossa coragem no campo de batalha; nós tratamos os prisioneiros de guerra com enorme generosidade; em tempos de trégua, nossos soldados e oficiais deixaram as posições avançadas e quase abraçaram o inimigo; chegamos a beber vodka juntos. A Rússia se encantou ao ler sobre isso nos jornais, e ainda assim isso não nos impediu de travar uma luta magnífica. Um espírito de cavalheirismo se estabeleceu. E eu nem mesmo trarei à tona as perdas materiais da guerra: todos e cada um conhecem a lei segundo a qual as coisas parecem renascer com um vigor renovado no período pós-guerra. As forças econômicas da nação são estimuladas dez vezes mais do que antes, como se uma nuvem tempestuosa encharcasse a terra com uma chuva torrencial. Todos e cada um, de uma só vez, dão uma mão àqueles que sofreram durante a guerra, enquanto em tempos de paz províncias inteiras morrem de fome antes de nos levantarmos para fazer algo, antes de doarmos alguns míseros rublos.
– Mas o povo não sofre mais do que qualquer outro estrato da população durante a guerra? Quem é que sofre a ruína e suporta as feridas e cicatrizes inevitáveis: o povo ou os nascidos em berço de ouro?
– Talvez você tenha razão a este respeito, mas apenas temporariamente. Ainda assim, o povo ganha muito mais do que perde. É especificamente para o povo que a guerra traz as mais belas e sublimes conseqüências. Diga o que quiser: você pode ser a pessoa mais humana, mas ainda assim você se considerará acima do populacho. Nos dias de hoje, quem é que equipara as almas de acordo com o padrão de Cristo? O padrão é o dinheiro, o poder e a força, e o povo massificado sabe muito bem disso. Não se trata propriamente de inveja; há um certo sentimento opressivo de desigualdade moral que é extremamente doloroso para as pessoas comuns suportarem. Você pode libertá-las ao máximo e escrever e estatuir as leis que escolher, mas a desigualdade não pode ser sustada na sociedade atual. O único remédio é a guerra. A guerra é apenas um paliativo instantâneo, mas ela dá conforto ao povo. A guerra aumenta o moral do povo e o seu senso de amor-próprio e dignidade. A guerra torna todos e cada um iguais durante as batalhas e reconcilia o senhor e o escravo na manifestação mais sublime de dignidade humana – o sacrifício da vida pela causa comum, por todos e cada um, pela pátria. Você acha que as massas, mesmo a massa mais embrutecida de camponeses e mendigos, não sentem a premência de uma demonstração ativa de sentimentos nobres? E como é que a massa pode demonstrar sua nobreza e dignidade humana nos tempos de paz? Nós observamos nobres atos isolados em meio ao povo, mal condescendendo em notá-los, algumas vezes com um sorriso cético, noutras simplesmente não acreditando no que acabamos de ver. E quando nós efetivamente reconhecemos o heroísmo de algum indivíduo isolado, nós fazemos um tal estardalhaço como se se tratasse de algo completamente inusitado; o resultado é que nosso assombro e nosso elogio reverberam o desdém. Tudo isso desaparece em tempos de guerra, quando há a completa igualdade no heroísmo. O sangue aspergido se torna sagrado. Uma nobre proeza compartilhada cria os mais sólidos vínculos entre as classes díspares. O proprietário e o camponês estiveram mais próximos no campo de batalha em 1812 do que na província pacífica de onde vieram. A guerra dá às massas um sentido de auto-respeito, e é por isso que o povo ama a guerra: ele compõe canções sobre ela, e por muitos anos o povo se mostra sedento por estórias e lendas sobre a guerra. O sangue aspergido se torna sagrado! Diga o que quiser, mas a guerra em nossa época é necessária; sem ela o mundo teria entrado em colapso ou, no mínimo, o mundo teria sido transformado em uma espécie de charco lodoso fervilhante pela putrefação...
Eu desisti da discussão, obviamente. Não há sentido em discutir com sonhadores. No entanto, há um fato muito estranho: as pessoas começam a discutir questões que pareciam resolvidas há muito e estavam supostamente destinadas aos arquivos. Tais questões estão sendo exumadas ainda uma vez. E o mais importante é que isso está acontecendo em toda parte”.
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2020.03.21 05:06 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 4

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/52918461011
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6
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Os muitos prognósticos e especulações loucas nas partes anteriores, na verdade, não são nada comparado ao que se segue. Ao contrário de Jaime, que tem acesso a muitas informações úteis como comandante das forças da coroa nas Terras Fluviais, não há pistas sobre as atividades dos supostos conspiradores nortenhos.
Dentre os POVs no Norte em A Dança dos Dragões, Davos, Theon e Asha não são confiáveis. O primeiro por ser o homem de Stannis, leal e verdadeiro, os dois últimos por serem homens de ferro e prisioneiros. Melisandre tem apenas um capítulo, em que ela não é tão onisciente quanto finge ser. (Rezo por um vislumbre de Azor Ahai, e R'hllor me mostra apenas Snow) E Jon? Bem, se a teoria estiver correta, ele provavelmente será o último a saber, (risadas), pois seus futuros súditos nortenhos não arriscariam por seu novo rei em perigo.
É verdade que os jogadores e jogadas estão tão obscurecidos que talvez seja uma indicação de que a Grande Conspiração do Norte está no caminho certo. Melhor para GRRM poder desvelar dramaticamente a queda catártica dos Lannisters, Boltons e Freys nas mãos dos lealistas Stark quando Os Ventos do Inverno chegar. [...]

O Norte: Os Homens dos Stark

Rastreando os Mormonts e Glovers

Juntar os fios de uma conspiração no Norte é como um jogo elaborado de telefone sem fio. Um extremo da linha está com Galbart Glover e Maege Mormont, que são testemunhas do decreto de Robb de nomear seu herdeiro, que se assume ser um Jon legitimado.
[Robb:] Senhor, preciso que dois de seus dracares contornem o Cabo das Águias e subam o Gargalo até a Atalaia da Água Cinzenta.
Lorde Jason [Mallister] hesitou.
– A floresta úmida é drenada por uma dúzia de cursos de água, todos eles rasos, assoreados e por mapear. Nem chamaria de rios. Os canais andam sempre derivando e se alterando. Há inúmeros bancos de areia, troncos caídos e emaranhados de árvores em putrefação. E a Atalaia da Água Cinzenta desloca-se. Como os meus navios irão encontrá-la?– Subam o rio exibindo o meu estandarte. Os cranogmanos vão encontrá-los. Quero dois navios para duplicar as chances de minha mensagem chegar a Howland Reed. A Senhora Maege irá num deles, Galbart no segundo. – Virou-se para os dois que tinha indicado. – Levarão cartas para os meus senhores que permanecem no Norte, mas todas as ordens nelas contidas serão falsas, para o caso de terem o azar de serem capturados. Se isso acontecer, deverão dizer-lhes que se dirigiam ao norte. De volta à Ilha dos Ursos, ou na direção da Costa Pedregosa.
(ASOS, Catelyn V)
Robb morre antes que ele possa tentar sua estratégia de retomar Fosso Cailin, mas Maege e Galbart desaparecem no Gargalo, para nunca mais serem vistos em momento nenhum de A Dança dos Dragões. Existem, no entanto, algumas dicas de que os dois mensageiros foram recebidos por Howland Reed e, mais interessantemente, voltaram a fazer contato com seus parentes no Norte.
Em primeiro lugar, os cranogmanos aparentemente começam uma campanha para livrar Fosso Cailin dos homens de ferro, cumprindo o último objetivo de Robb na guerra (apesar de a um ritmo mais lento, pois não contam com o apoio das tropas perdidas no Casamento Vermelho). Theon chega lá para encontrar a guarnição morta, morrendo ou escondida com medo dos demônios do pântano e seus venenos (ADWD, Fedor II).
Em segundo lugar, na marcha para Winterfell, Asha e Alysane conversam um pouco.
– Você tem irmãos? – Asha perguntou para sua carcereira.
– Irmãs – Alysane Mormont respondeu, ríspida como sempre. – Éramos cinco. Todas garotas. Lyanna está de volta à Ilha dos Ursos. Lyra e Jory estão com nossa mãe. Dacey foi assassinada.
– O Casamento Vermelho.
(ADWD, O Prêmio do Rei)
Como Alysane sabe que suas irmãs estão com sua mãe? A partir das descrições da hoste que Robb leva para o sul nos três primeiros livros parece que Dacey é a única filha que acompanha Maege. Isso faz um certo sentido, pois Dacey é a herdeira de Maege e as meninas mais novas não entrariam em guerra enquanto Alysane, a próxima da fila, permanece na Ilha dos Ursos.
Quando, então, Lyra e Jorelle saíram de casa? Elas e Alysane já estão ausentes quando Stannis envia suas cartas para todas as casas do Norte exigindo lealdade. Caso contrário Lyanna, de 10 anos, não teria tido a chance de responder de forma memorável, deixando Jon intrigado com a castelã escolhida pelos Mormonts (ADWD, Jon I).
De fato, se Maege estava em comunicação com a Ilha dos Ursos, suas filhas mais velhas provavelmente saberiam dela sobre Robb nomear Jon seu herdeiro, o que dá novo sentido às palavras de Lyanna. Assim como Wylla Manderly, Lyanna pode ser considerada jovem demais para participar de qualquer conselho secreto, mas, no entanto, sabe onde estão as verdadeiras lealdades de sua família, revelando-se inadvertidamente como “mulheres Stark” para Stannis, da mesma maneira que Wylla quase revela para os Frey que os Manderly eram. Talvez Lyanna atue em um desejo infantil de convencer Jon, que está na Muralha com Stannis, a reivindicar sua coroa.
Alysane chega mais tarde a Bosque Profundo e com a companhia.
Stannis tomara Bosque Profundo, e os clãs das montanhas se juntaram a ele. Flint, Norrey, Wull, Liddle, todos.
E tivemos outra ajuda, inesperada mas muito bem-vinda, da filha da Ilha dos Ursos. Alysane Mormont, a quem os homens chamam Mulher-Ursa, escondeu combatentes em uma flotilha de barcos de pesca e pegou os homens de ferro desprevenidos quando chegaram à costa. Os dracares Greyjoy foram queimados ou tomados, suas tripulações mortas ou rendidas. [...]
... mais nortenhos chegam enquanto as notícias da nossa vitória se espalham. Pescadores, mercenários, homens das colinas, arrendatários das profundezas da Matadelobos e aldeões que abandonaram seus lares ao longo da costa rochosa para escapar dos homens de ferro, sobreviventes da batalha do lado de fora dos portões de Winterfell, homens que já foram juramentados aos Hornwood, aos Cerwyn e aos Tallhart. Estamos cinco mil mais fortes enquanto escrevo para você, e nosso número incha a cada dia.
(ADWD, Jon VII)
A Ursa não poderia ter sido avisada da movimentação de Stannis em Bosque Profundo. Stannis praticamente desaparece do mapa enquanto ele arrebata Liddles, Norreys, Wulls e Flints, banqueteando-se pelas montanhas. Alysane está em Bosque Profundo em nome de outra facção. Uma que planeja retomar o castelo há algum tempo, uma vez que uma frota de navios de pesca (e os guerreiros que se escondem neles) não pode ser montada rapidamente.
De fato, os nortenhos que ingressaram no exército após a vitória de Stannis poderiam ter originalmente sido programados para atacar os homens de ferro em conjunto com as forças de Alysane. Ironicamente, isso significaria que Stannis seria a ajuda inesperada, mas muito bem-vinda, liberando Bosque Profundo antes do prazo e com menor custo para o Norte.
Em terceiro lugar, há Robett Glover, irmão e herdeiro mais novo de Galbart, que está em Porto Branco com Manderly. Para revisar, Robett é capturado em Valdocaso, mas é trocado por Martyn Lannister, filho de Kevan. Roose Bolton ordena que essa batalha seja travada, tentando sangrar as casas do Norte que se opunham a ele como Protetor do Norte, como acordado com Tywin.
Quando lhe trouxeram a notícia da batalha em Valdocaso, onde Lorde Randyll Tarly desbaratara as forças de Robett Glover e de Sor Helman Tallhart, seria de se esperar vê-lo enfurecido, mas ele limitou-se a olhar, numa incredulidade estupidificada, e dizer:
– Valdocaso, no mar estreito? Por que eles iriam para Valdocaso? – sacudiu a cabeça, desconcertado. – Um terço de minha infantaria perdido por Valdocaso?
– Os homens de ferro têm o meu castelo e agora os Lannister têm o meu irmão – disse Galbart Glover, numa voz carregada de desespero. Robett Glover sobreviveu à batalha, mas fora capturado perto da estrada do rei não muito mais tarde.
– Não será por muito tempo – prometeu o filho de Catelyn. – Vou oferecer Martyn Lannister em troca dele. Lorde Tywin terá de aceitar, por causa do irmão.
(ASOS, Catelyn IV)
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Robb tinha enviado o tio de Jeyne, Rolph Spicer, para entregar o jovemMartyn Lannister ao Dente Dourado, no mesmo dia emque recebera o acordo de Lorde Tywin com relação à troca de cativos. Tinha sido um gesto hábil. O filho ficava aliviado de seus receios quanto à segurança de Martyn, Galbart Glover ficava aliviado por saber que o irmão Robett tinha sido posto num navio em Valdocaso, Sor Rolph tinha uma tarefa importante e honrosa... e Vento Cinzento estava de novo ao lado do rei. Onde é o lugar dele.
(ASOS, Catelyn V)
Então, antes de Galbart partir para o Gargalo, ele descobre que Robett está a caminho do norte via mar. Onde mais poderia estar o destino de Robett, a não ser Porto Branco, o maior porto do norte? E se Maege pode entrar em contato com suas filhas, por que Galbart não poderia com seu irmão em Porto Branco, que fica muito mais próximo do Gargalo do que da Ilha dos Ursos?
Mas existe alguma pista de que Robett saiba que Robb nomeou Jon seu herdeiro? Talvez.
– A maldade está no sangue – disse Robett Glover. – Ele é um bastardo nascido de um estupro. Um Snow, não importa o que o rei menino diga.
– Alguma neve já foi tão negra? – perguntou Lorde Wyman. – Ramsay tomou as terras de Lorde Hornwood forçando o casamento com a viúva, e então a trancou em uma torre e a esqueceu lá. Dizem que ela comeu a extremidade dos próprios dedos... e a noção de justiça real dos Lannister é recompensar esse assassino com a garotinha de Ned Stark.
– Os Bolton sempre foram tão cruéis quanto espertos, mas esse aí parece um animal em pele humana – disse Glover.
(ADWD, Davos IV)
Robett e Manderly, também, parecem estar lançando mão dos disparates normais dos Westerosi sobre bastardos serem devassos e traiçoeiros por natureza, pois são nascidos da luxúria e mentiras. No entanto, GRRM lembra aos leitores da disputa pelas terras de Hornwood.
[Luwin:] – Sem herdeiro direto, haverá com certeza muitos pretendentes disputando as terras dos Hornwood. Tanto os Tallhart como os Flint e os Karstark têm ligações com a Casa Hornwood por linha feminina, e os Glover estão criando o bastardo de Lorde Harys em Bosque Profundo. O Forte do Pavor não tem nenhuma pretensão, que eu saiba, mas as terras são contíguas, e Roose Bolton não é homem que deixaria passar uma chance dessas. [...]
– Então deixe que o bastardo de Lorde Hornwood seja o herdeiro – Bran sugeriu, pensando no seu meio-irmão Jon.
Sor Rodrik disse:
– Isso agradaria aos Glover e talvez à sombra de Lorde Hornwood, mas não creio que a Senhora Hornwood iria simpatizar conosco. O garoto não é do seu sangue.
(ACOK, Bran II)
Mais tarde neste capítulo, Sor Rodrik questiona o intendente de Bosque profundo sobre Larence Snow, o bastardo de Lorde Hornwood, e o homem só tem elogios para o rapaz, à época com doze anos.
Por que Manderly e Glover gostariam de dar a Davos a impressão de que têm preconceito contra bastardos? E, por falar nisso, por que Davos se deu ao trabalho de recuperar não apenas Rickon de Skagos, mas Câo Felpudo para fins de identificação quando todos sabem que comandando a Muralha está Jon Snow, que foi criado em Winterfell com as crianças Stark?
Certamente, se a presença de Theon como protegido de Ned Stark é suficiente para passar Jeyne Poole como Arya, o testemunho de Jon pode provar que Rickon é quem Manderly diz que é. A menos que, segundo a teoria, Lord Wyman e Robett evitem escrupulosamente qualquer menção a Jon com a ideia de que quanto menos atenção for atraída para Jon (especialmente em relação a reis e herdeiros) melhor.
Bem, isso é talvez seja um pouco forçado (risadas). De qualquer forma, Robett desaparece no final de A Dança dos Dragões, não acompanhando Manderly à festa em Winterfell. Onde ele está? Uma teoria é que ele também está do lado de fora das muralhas de Winterfell ou em algum lugar próximo, escondido pela tempestade de neve, tendo liderado um exército de homens do Norte pelo Faca Branca.
Robett Glover estava na cidade e tentara arregimentar homens, com pouco sucesso. Lorde Manderly ignorara seus apelos. Porto Branco estava cansado de guerra, fora a resposta dele, segundo relatos. Isso era ruim.
(ADWD, Davos II)
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Wyman Manderly balançou pesadamente os pés. – Venho construindo navios de guerra há mais de um ano. Alguns você viu, mas há muitos mais escondidos no Faca Branca. Mesmo com as perdas que sofri, ainda comando mais cavalos pesados do que qualquer outro senhor ao norte do Gargalo. Minhas muralhas são fortes e meus cofres estão cheios de prata. Castelovelho e Atalaia da Viúva seguirão minha liderança. Meus vassalos incluem uma dúzia de pequenos senhores e uma centena de cavaleiros com terras.
(ADWD, Davos IV)
O cansaço de Manderly por guerra é total e completamente fingido. Os relatos sobre falhas de Robett emarregimentar homens também são falsos? Note que, se houver outro exército à espreita na neve, Stannis nada sabe disso.
Finalmente, voltando à pergunta original, onde estão Maege Mormont e Galbart Glover? Especula-se que eles decidam permanecer nas Terras Fluviais, usando a Atalaia da Água Cinzenta como base de operações para tentar reunir os remanescentes do exército de Robb que ficam presos e dispersos quando Fosso Cailin caiu em mãos inimigas. Por exemplo, os seiscentos homens - incluindo lanceiros das montanhas e de Proto Branco, arqueiros Hornwood, e Stouts e Cerwyns – que Roose deixa no Tridente sob o comando de Ronnel Stout e Sor Kyle Condon (ASOS, Catelyn VI) dos quais nunca mais se ouve falar. Se a viagem de Senhora Coração de Pedra ao Gargalo significar que a Irmandade sem Bandeiras está agora trabalhando com Reed, Mormont e Glover, essas forças poderão em breve reaparecer onde mais doerá nos Lannisters e Freys.

Intriga marchando para Winterfell

Com Alysane Mormont funcionando como a conexão com a Senhora Maege e, consequentemente, com a legitimação de Jon por Robb como rei no norte, os próximos jogadores nesse jogo de telefone sem fio são os homens do clã, os quais (como Manderly fica sabendo via Wex) sabem que Bran (e provavelmente que Rickon também) sobreviveu ao saque de Winterfell.
Jojen Reed parou para recuperar o fôlego.
– Acha que essa gente das montanhas sabe que estamos aqui?
– Eles sabem. – Bran avistara-os observando; não com os próprios olhos, mas com os olhos mais sensíveis de Verão, que deixavam escapar muito pouco. [...]
Só uma vez encontraram um membro do povo da montanha, quando uma súbita carga de água gelada tinha feito com que buscassem abrigo. [...] Bran achou que devia ser um Liddle. O broche que prendia seu manto de pele de esquilo era de ouro e bronze, trabalhado em forma de pinha, e os Liddle usavam pinhas na metade branca de seus escudos verde e branco.
O Liddle puxou uma faca e começou a desbastar um pedaço de madeira.
– Quando havia um Stark em Winterfell, uma donzela podia percorrer a estrada do rei usando o vestido do dia de seu nome e nada sofrer, e os viajantes encontravam fogo, pão e sal em muitas estalagens e castros. Mas agora as noites são mais frias, e as portas estão fechadas. Há lulas na mata de lobos, e homens esfolados percorrem a estrada do rei, perguntando por forasteiros.
Os Reed trocaram um olhar.
– Homens esfolados? – perguntou Jojen.
– Os rapazes do Bastardo, ora. Ele tava morto, mas agora não tá. E paga bom dinheiro por pele de lobos, segundo um homem ouviu dizer, e talvez até ouro por notícias de certos outros mortos que andam. – Olhou para Bran quando disse aquilo, e para Verão, que estava estendido ao seu lado. – [...] Era diferente quando havia um Stark em Winterfell. Mas o velho lobo tá morto e o novo foi para o sul jogar o jogo de tronos, e tudo que nos resta são os fantasmas.
– Os lobos voltarão – disse solenemente Jojen.
(ASOS, Bran II)
Este estranhamente bem informado Liddle, com seu broche de ouro e bronze, é talvez um líder em seu clã. Ele não apenas reconhece Bran, mas seu pessoal também tem se mantido atentos. O próprio fato de os homens de Bolton terem prometido recompensa por notícias dos Stark supostamente mortos sugere que eles não estão mortos. Bran também pergunta ao Liddle a que distância fica a Muralha (não consta da citação acima) e, embora o homem pense que eles não deveriam seguir esse caminho, ele fica por dentro de parte dos planos deles.
Em A Dança dos Dragões, os Liddles ajudam Stannis a tomar Bosque Profundo e a marchar para Winterfell junto com os Norreys, Wulls e Flints. Em minha opinião, há boas chances de que os Liddles tenham contado aos demais sobre o encontro com Bran e companhia. Os clãs das montanhas podem brigar por cabras e mulas roubadas, mas quando se trata dos Starks de Winterfell, há consenso. Segundo a teoria, quando Alysane se junta à marcha, ela e os homens do clã trocam informações. Os Liddles, Norreys, Wulls e Flints ficam sabendo sobre Jon, Alysane sobre Bran (e talvez Rickon, se ela ainda não tiver cruzado com os Glovers).
Pouco tempo depois, Jon hospeda Norreys e Flints na Muralha.
O Velho Flint e O Norrey tinham lugares de grande honra logo abaixo do estrado. Ambos eram velhos demais para marchar com Stannis; haviam mandado filhos e netos em seus lugares. Mas ambos haviam sido rápidos o suficiente para descer até o Castelo Negro para o casamento. Cada um trouxera uma ama de leite para a Muralha, também. [...] Entre as duas, a criança que Val chamara de Monstro parecia estar prosperando.
Por isso Jon estava grato... mas não acreditara nem por um momento que esses dois veneráveis velhos guerreiros desceriam correndo das montanhas sozinhos. Cada um viera com uma cauda de guerreiros – cinco para o Velho Flint, doze para O Norrey, todos vestidos em peles esfarrapadas e couro cravejado, temíveis como a face do inverno. Alguns tinham longas barbas, alguns tinham cicatrizes, alguns tinham ambos; todos veneravam os antigos deuses do Norte, os mesmos deuses venerados pelo povo livre para lá da Muralha. No entanto, eles se sentaram, bebendo por um casamento santificado por algum estranho deus vermelho de além-mar.
Melhor isso do que se recusar a beber. Nem os Flint nem os Norrey haviam virado suas taças para derramar o vinho no chão. Isso poderia indicar certa aceitação. Ou talvez simplesmente odeiem desperdiçar um bom vinho sulista. Não dá para provar muito disso naquelas montanhas rochosas deles.
(Jon X, ADWD)
Pode ser que Flint e Norrey estiveram na Muralha para avaliar Jon? Suponha que estes homens de clã com Stannis enviem uma mensagem ou mensageiro de volta às montanhas, falando do sucessor escolhido por Robb. Os nortenhos sobrevivem na neve muito melhor do que os cavaleiros do sul de Stannis, e duvido que algum deles notaria o desparecimento um ou dois daqueles homens. O acordo de Jon sobre o casamento de Alys Karstark e sua trégua com os selvagens seriam infrações à autoridade do Rei do Norte. E representantes dos clãs das colinas vieram para observar e julgar como ele lida com os ambas as coisas:
– Lorde Snow – disse O Norrey –, onde você pretende colocar esses seus selvagens? Não nas minhas terras, espero.
– Sim – declarou o Velho Flint – Se quer deixá-los na Dádiva, é problema seu, mas assegure-se de que não vão ficar vagando por aí, ou mandarei a cabeça deles para você. O inverno está próximo e não quero mais bocas para alimentar.
– Os selvagens ficarão na Muralha – Jon lhes assegurou. [...]– Tormund me deu sua palavra. Ele servirá conosco até a primavera. O Chorão e os outros capitães terão que prometer a mesma coisa, ou não os deixaremos passar.
O Velho Flint abanou a cabeça.
– Eles nos trairão [...]
– O povo livre não tem leis nem senhores – Jon falou –, mas amam suas crianças. Você admitiria isso ao menos? [...] Por isso insisti em mantermos reféns. [...]
Os nortenhos olharam um para o outro.
– Reféns – ponderou O Norrey. – Tormund concordou com isso?
Era isso, ou ver seu povo morrer.
– Meu preço de sangue, ele chamou – falou Jon Snow –, mas pagará.– Sim, e por que não? – O Velho Flint bateu sua bengala contra o gelo. – Protegidos, nós sempre os chamávamos, quando Winterfell exigia rapazes de nós, mas eram reféns, e nada pior que isso.
– Nada, exceto para aqueles cujos pais desagradavam os Reis do Inverno – falou O Norrey. – Esses voltavam para casa uma cabeça mais curtos. Então me diga, rapaz... se esses seus amigos selvagens se mostrarem falsos, você terá estômago para fazer o que precisa ser feito?
Pergunte a Janos Slynt.
– Tormund Terror dos Gigantes me conhece o suficiente para não me testar. Posso ser um rapaz inexperiente aos seus olhos, Lorde Norrey, mas ainda sou um filho de Eddard Stark.
(ADWD, Jon XI)
Acredito que Flint e Norrey estão devidamente impressionados aqui. Se Alysane realmente falou com os clãs da intenção de Maege Mormont de defender os últimos desejos de Robb, acho que eles estariam dispostos a aceitar Jon como Rei do Inverno.
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2020.03.04 18:10 FrancM04 Discussão: Água e os seus sabores distintos

Saudações, convoco uma reunião de extrema importância devido ao problema referido no título. Usando as vossas capacidades de aquôlogos (provadores de água para os ignorantes) gostarem que discutissem comigo sobre o tal tema controversial.
Abaixo indico a minha opinião pessoal sobre os distintos sabores e texturas da água:
Água de marca branca do Lidl: esta água apresenta um certo final e início de boca seco , mostro bastante arrependimento com a compra da tal. 3/10
Água de S.Martinho : não entendo o milagre que o jovem fez mas está água é D-I-V-I-N-A-L simplesmente merecedor de qualquer elogio. Com um inicio de boca incrível , extremamente molhada com o toda água devia ser , apresentando um final de boca saciante e arrisco dizer VICIANTE! 9.5/10
Vitalis: Uma água bastante razoável, saciante tal a anteriormente mencionada , mas para a nossa infelicidade, demonstra um final de boca azedo , fazendo o nosso organismo apresentar indiferença quanto ao sabor. Devido ao facto de ser razoável e inibidora da sede dou um 7/10 bastante puxado .
Penacova: Oh meus amigos! Esta água é competidora com a de S.Martin ,faz mesmo por o pé na cova por ela, sendo um belo exemplo que a divindade é real. Mineralizada , saciante e incrível são adjetivos modestos comparados com a qualidade da mesma. Um 9/10 com dor, pois a mesma merece mais , mas Penacova apresenta um final de boca demonstrador de acidez.
Não levem o ponto final como final, pois esta discussao está aberta a todos aquôlogos . Continuação de uma tarde molhada seguidores
submitted by FrancM04 to copoverde [link] [comments]


2020.02.12 13:39 destinofiquenoite Como as mulheres podem valorizar a admiração dos homens se eles mesmos não valorizam?

Vi esse post em outro sub e fiquei pensando um pouco. Espero que tenha a ver com a temática daqui.
O questionamento é o seguinte: como as mulheres podem valorizar a admiração dos homens - seja por meio de olhares, elogios, favores e etc - se os próprios homens não valorizam essas ações e distribuem-nas para quase todas as mulheres?
Sei que muitos vão dizer que não é bem assim, que nem todo homem dá em cima de toda mulher, mas pare e pense um pouco. Relembre bem e expanda suas memórias para além de seu círculo de amigos e conhecidos.
Não precisa ser "todos" para algo ser desvalorizado. É uma questão de oferta e demanda em que a demanda é um pouco baixa e a oferta é altíssima. O tanto de assédio, em todos os graus possíveis, que mulheres sofrem, é um dos exemplos disso. Pergunte a qualquer mulher como é sair da rua e ela deve falar o ritual que ela deve passar, desde escolher a roupa até se preocupar constantemente com homem que encara e ela não sabe se ele vai fazer algo ou não. Tudo faz parte de um pacote em que o homem entrega algo e a mulher recebe - o tempo todo.
Entre homens mesmo, é muito comum ser empurrada a ideia de que você como homem tem que gostar de essencialmente todo tipo de mulher, com pouquíssimas no extremo sendo excluídas. Recusar uma mulher é "errado" socialmente, assim como em muitos meios você vê homem parando pra olhar bunda de toda mulher que passa independente de ela ser realmente gostosa ou não.
Isso acontece em todas as idades, começa cedo e não termina nunca. Do mesmo jeito que tem adolescente sem vergonha, tem velho sem vergonha. Todos esses grupos constantemente estão elogiando mulheres, e por isso eu acho que é natural elas ignorarem a maioria dos avanços masculinos, o que logicamente vai incluir avanços "genuínos" de pessoas que se interessam mais no indivíduo que no fato de ela ter uma vagina.
O que acham da situação? Concordam ou discordam? É um problema? Existe algo a ser feito?
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2020.01.20 23:35 metsaema elogios e positividade

acho que isso é um problema bem específico da minha bolha social, mas tem um tempo que isso tem ironicamente afundado minha auto-estima. desde que eu voltei a morar no brasil, eu me envolvi com uma galera meio progressista, meio empreendedora por conta de estudos e trabalho, em diferentes ambientes eu tenho tido contato com pessoas nesse perfil em diferente medidas e tem uma coisa que é comum em todo mundo que é as pessoas são positivas demais, elas te elogiam o tempo todo de uma maneira muito superlativa e muito falsa.
eu sempre fui uma pessoa muito auto-crítica e sempre convivi com pessoas que me cobravam muito, ou no mínimo eram neutras. eu acho muito doido lidar com gente onde tá tudo maravilhoso, e você é uma deusa perfeita apenas por existir e tentar.
isso me faz me sentir uma merda porque eu não consigo mais identificar o que é um elogio sincero e o que é simplesmente discurso genérico e fico me sentindo um gigante token de inclusividade e que as pessoas não esperam produtividade de mim porque eu já cumpro meu papel simplesmente por ser uma mulher e automaticamente ser uma deusa maravilhosa vencedora foda.
me sinto mal de me cobrar, não tem possibilidade de cobrar os outros – ou mesmo o grupo como uma tentativa de responsabilidade coletiva, qualquer voz dissonante do somos-todos-maravilhosos é abafada com uma histeria bizarra ou um discurso culpabilizador de que você está se culpando porque a sociedade ensinou que nós nunca bastamos.
além disso, as pessoas agem muito como se gostassem de você e fossem suas amigas sem nem te conhecerem direito e não fazem esforço para conhecerem ou sei lá de fato manterem/desenvolverem a dita amizade. eu fico muito confusa porque eu não sei agir assim, daí eu fico me sentido rídicula porque por exemplo convidei um monte de gente que se dizia minha amiga pro meu aniversário e ninguém foi nem sequer mandaram mensagem dizendo que não iam.
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