Revolucionários latino-americanos

Pantera Negra: O filme que nega e rememora o Partido dos Panteras Negras (um texto para quem já assistiu o filme)

2020.09.01 14:32 Des777soc Pantera Negra: O filme que nega e rememora o Partido dos Panteras Negras (um texto para quem já assistiu o filme)

Não tenho aqui a pretensão de fazer uma review do filme em seus aspectos cinematográficos, uma vez que tantos outros o farão de forma mais habilidosa, mas gostaria de abordá-lo em uma perspectiva política apontando a distonia entre o que inspira o filme e o que o filme busca inspirar, tudo entremeado pelos atropelos destes tempos de Temer e intervenção federal no Rio.
Começo desembaraçando a origem do personagem ficcional Pantera Negra que debutou no volume #52 do Quarteto Fantástico (Marvel Comics) de julho de 1966, sendo este o Rei T’Challa, protetor da nação ficcional de Wakanda. PHD em física por Oxford, inventor, cientista, político, estrategista e hábil caçador e para quem não sabe ainda, um homem negro. Transposto para a realidade, poderíamos considerar seu equivalente um dos fundadores do Partido dos Panteras Negras, uma organização socialista revolucionária, fundada por Bobby Seale e Huey P. Newton quatro meses depois do debut da criação de Stan Lee e Jack Kirby em outubro de 1966, esta exerceu primeiramente a função precípua de formação de milícias populares para monitoramento do comportamento dos oficiais do departamento de polícia de Oakland, Califórnia. Considerarei para a seguinte analise o arquétipo incorporado por Huey P. Newton, PHD em filosofia social, bolsista da UCLA, assassinado a tiros em 1989.
Partimos, portanto, do fato de que ambos (T’Challa e Huey) enquanto homens adultos, em um patamar educacional acima da média, líderes de comunidades negras, as coincidências acabam por aí (continuo mais a frente). Neste ponto apresento a outra metade da equação cinematográfica, Erik Stevens (Killmonger) o vilão encarnado por Michael B. Jordan, um órfão que emerge da máquina de guerra do império, um mercenário cujo único intento é vingar-se da morte do pai.
T’Challa encarna o herdeiro de uma nação superdesenvolvida no coração da África, se utiliza de um mineral raríssimo enquanto combustível possibilitando Wakanda a dar saltos tecnológicos muito a frente do “Ocidente” ao passo que se utiliza dessa mesma tecnologia para manter a nação oculta aos olhos dos colonizadores brancos. Uma alegoria do que a civilização africana poderia ter sido se jamais colonizada, que Disney agora vende como uma fantasia do que se permite ao espectador sonhar.
Erik Stevens (Killmonger) se apresenta como o brutamontes raivoso criado no gueto, conta vantagem de um sem números assassinatos, não esboça qualquer sentimento ao assassinar sua companheira por atrapalhá-lo em uma missão, facilmente transmutável num thug de gangsta rap ou num mano traficante do Rio, a personificação estrita de um bandido como se dá em “bandido bom é bandido morto” mas para ser assistido nos EUA, no Brasil e na China. Ele tem o único propósito de se utilizar da tecnologia de Wakanda para criar uma nova ordem, onde sob seu comando o ocidente será submetido aos mesmos horrores a que ele e toda sua gente foram submetidos. Obviamente que o mero esboçar desses horrores já fazem o espectador médio tomar partido.
A oposição entre os dois personagens (T´Challa e Killmonger) se dá de forma propositalmente unidimensional assim não é permitinda a dialética entre esses dois conhecidos espantalhos, o do escoteiro e o hooligan. T’Challa é intransigente quanto ao fato de não querer permitir que outros povos negros se utilizem da tecnologia criada em Wakanda para sua própria emancipação, isso se dá por princípios, entre os quais o da manutenção da tradição (sendo Wakanda uma monarquia tribal de caráter hereditário, cuja única forma de alternância no poder se dá através de uma luta ritual com outro líder tribal até a morte), portanto, não estamos falando de nenhuma democracia e o segundo princípio, o do nacionalismo, tantas vezes incorporado no grito de guerra “Wakanda para sempre” e pelo reconhecimento xenofóbico da dificuldade de se receber pessoas negras que não possuam a tatuagem signo da nação, algo que não impede a entrada do homem branco (ainda por cima um agente da CIA), em síntese, uma monarquia tribal nacionalista que se nega a prestar auxílio aos seus (descendentes, expatriados) em todo o mundo com base num princípio de centralização do poder e autopreservação. A possibilidade de apresentar uma nação negra ultra futurista como um exemplo de democratismo pleno e baseada em valores comunistas é algo que extrapola a criatividade de Disney e mesmo da Marvel Comics.
Killmonger é a revolução sem teoria, um anarquista que não vê as consequências de quebrar a máquina sem ter ideia do que a substituiria, o esquerdismo em um estado primitivo que Disney nos rememora que deve sempre ser temido, T’Challa é o intelectual orgânico que trabalha pelo status quo, tem a tecnologia, os fundos e poder centralizado em suas mãos e com estes luta pela manutenção das instituições burguesas.
Onde resta Huey P. Newton em toda essa fantasia? Um homem negro, socialista revolucionário, PHD em filosofia, que implementou programas comunitários de segurança alimentar para crianças e idosos, clínicas de saúde gratuitas, até mesmo uma escola dos Panteras Negras, esforços que no Brasil só podem ser comparados aos do MST. Em relação a esses dois espantalhos a quem ele mais se assemelha? O fim de qual dos personagens coincide com o do líder dos Panteras Negras? https://www.nytimes.com/1989/08/26/us/arrest-in-murder-of-huey-newton.html
Huey, esse personagem histórico que sucede o ficcional, a meu ver é repartido propositalmente em dois de forma irreconciliável na adaptação cinematográfica dos quadrinhos, ao ponto de alienar qualquer representação da crua realidade do enfrentamento dos Panteras Negras contra o establishment norte americano em sua incorporação pelo aparelho policial.
Por fim T’Challa fere de morte Killmonger num prolongamento do processo de sucessão que restou aberto por sua sobrevivência graças a interferência do sacerdote real, juiz do processo (manobra formal via STF?). T’Challa resgata a humanidade de Killmonger através de sua subjugação e o permite assistir um último pôr do sol em Wakanda, um vislumbre do devir que deveria se estender a todos.
Morto o revolucionário, reafirma-se o conservadorismo, a tradição e vivem felizes para sempre em seu paraíso artificial? Não. Qual o motivo para isso, se há algo ainda mais reacionário a se fazer? T’Challa vai a ONU entregar todos os segredos tecnológicos num grande ato de desprendimento, onde veremos um bando de líderes mundiais imensamente felizes, asiáticos, latinos, africanos…, mas ninguém que se assemelhe a Trump, Merkel ou Netanyahu. Tamanho desprendimento é impensável e por isso é facilmente encarado com candura pelos espectadores, entretanto, no dia 26/02/2018 vimos em primeira mão a transposição da fantasia para o mundo real na ainda mais inacreditável e absurda filantropia do governo Temer ao doar a Embraer para a Boeing.
Huey Newton não é lembrado nem como easter egg, personagem de fundo, pichação na parede, mas o mais aviltante, também não é permitido a Killmonger se assemelhar a ele, assim os Panteras Negras foram lembrados apenas por serem homônimos, uma coincidência abusada pelos direitistas que fingem terem sido violentados nas filas para o filme e pela esquerda pequeno burguesa que comemora um filme com staff predominantemente negro e a fantasia boba da Shangri-la no distante continente natal, motivo pelo qual foram criados memes que inundam as redes sociais americanas. Mas os Panteras Negras foram também lembrados pelos movimentos negros socialistas que se aproveitaram das grandes filas do recordista blockbuster da Marvel para fazerem protestos pela libertação dos 16 Panteras Negras que ainda permanecem presos, assim como da morte dos 8 integrantes que faleceram na prisão.
Os Panteras Negras constituíram um movimento social de legitima defesa de suas comunidades, assim como de assistência social via programas de alimentação infantil, de saúde, educacional e de informação. Foram perseguidos pelo FBI, vigiados, infiltrados, difamados, sabotados, alguns assassinados e tantos outros presos em uma campanha governamental para desacreditar e criminalizar o partido, esvaziar a organização de recursos e militantes. (A campanha contra as fake news manda lembranças).
Não quero com esse texto diminuir a conquista que é ter um staff predominantemente negro na indústria cinematográfica estadunidense, ainda mais após as mobilizações de 2016 e 2017, mas sim saudosamente lembrar e aspirar pelo dia em que um filme sobre o verdadeiro Pantera Negra, Huey P. Newton e a Wakanda criada nos guetos de Oakland em 1966 lote tantas salas e assentos quanto belíssima fantasia estilizada de Disney.
https://jornalggn.com.bnoticia/pantera-negra-o-filme-que-nega-e-rememora-o-partido-dos-panteras-negras-um-texto-para-quem-ja-assistiu-o-filme/
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2015.04.11 15:20 moccelin EZTETYKA DO SONHO (1971) de Glauber Rocha

Glauber Rocha foi o mais louco e o mais genial cineasta brasileiro de todos os tempos. Nasceu na cidade de Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia. É dele a afirmação: "a função do artista é violentar". A ditadura militar planejou matá-lo. Em 77 invadiu o velório do pintor Di Cavalcanti e narrou como se fosse uma partida de futebol filmada. Queria chocar o mundo. Não suportava a rotina.
devida apresentação, segue o texto EZTETYKA DO SONHO (1971)
No Seminário do Terceiro Mundo, realizado em Gênova, Itália, 1965, apresentei, a propósito do cinema novo brasileiro, “A estética da fome”.
Esta comunicação situava o artista do Terceiro Mundo diante das potências colonizadoras: apenas uma estética da violência poderia integrar um significado revolucionário em nossas lutas de liberação.
Dizia que nossa pobreza era compreendida mas nunca sentida pelos observadores coloniais.
1968 foi o ano das rebeliões da juventude.
O maio francês aconteceu no momento em que estudantes e intelectuais brasileiros manifestavam no Brasil seu protesto contra o regime militar de 1964.
Terra em transe, 1966, um manifesto prático da estética da fome, sofreu no Brasil críticas intolerantes da direita e dos grupos sectários da esquerda.
Entre a repressão interna e a repercussão internacional aprendi a melhor lição: o artista deve manter sua liberdade diante de qualquer circunstância.
Somente assim estaremos livres de um tipo muito original de empobrecimento: a oficialização que os países subdesenvolvidos costumam fazer de seus melhores artistas.
Este congresso em Colúmbia é uma oportunidade que tenho para desenvolver algumas idéias a respeito de arte e revolução. O tema da pobreza está ligado a isto.
As Ciências Sociais informam estatísticas e permitem interpretações sobre a pobreza.
As conclusões dos relatórios dos sistemas capitalistas encaram o homem pobre como um objeto que deve ser alimentado. E nos países socialistas observamos a permanente polêmica entre os profetas da revolução total e os burocratas que tratam o homem como objeto a ser massificado. A maioria dos profetas da revolução total é composta por artistas. São pessoas que têm uma aproximação mais sensitiva e menos intelectual com as massas pobres.
Arte revolucionária foi a palavra de ordem no Terceiro Mundo nos anos 60 e continuará a ser nesta década. Acho, porém, que a mudança de muitas condições políticas e mentais exige um desenvolvimento contínuo dos conceitos de arte revolucionária.
Primarismo muitas vezes se confunde com os manifestos ideológicos. O pior inimigo da arte revolucionária é sua mediocridade. Diante da evolução sutil dos conceitos reformistas da ideologia imperialista, o artista deve oferecer respostas revolucionárias capazes de não aceitar, em nenhuma hipótese, as evasivas propostas. E, o que é mais difícil, exige uma precisa identificação do que é arte revolucionária útil ao ativismo político, do que é arte revolucionária lançada na abertura de novas discussões do que é arte revolucionária rejeitada pela esquerda e instrumentalizada pela direita.
No primeiro caso eu cito, como homem de cinema, o filme de Fernando Ezequiel Solanas, argentino, La hora de Los Hornos. É um típico panfleto de informação, agitação e polêmica utilizado atualmente em várias partes do mundo por ativistas políticos.
No segundo caso tenho alguns filmes do cinema novo brasileiro entre os quais meus próprios filmes.
E por último a obra de Jorge Luis Borges.
Esta classificação revela as contradições de uma arte expressando o próprio caso contemporâneo. Uma obra de arte revolucionária deveria não só atuar de modo imediatamente político como também promover a especulação filosófica, criando uma estética do eterno movimento humano rumo à sua integração cósmica.
A existência descontínua desta arte revolucionária no Terceiro Mundo se deve fundamentalmente às repressões do racionalismo.
Os sistemas culturais atuantes, de direita e de esquerda, estão presos a uma razão conservadora. O fracasso das esquerdas no Brasil é resultado deste vício colonizador. A direita pensa segundo a razão da ordem e do desenvolvimento. A tecnologia é ideal medíocre de um poder que não tem outra ideologia senão o domínio do homem pelo consumo. As respostas da esquerda, exemplifico outra vez no Brasil, foram paternalistas em relação ao tema central dos conflitos políticos: as massas pobres.
O Povo é o mito da burguesia.
A razão do povo se converte na razão da burguesia sobre o povo.
As variações ideológicas desta razão paternalista se identificam em monótonos ciclos de protesto e repressão. A razão de esquerda revela herdeiro da razão revolucionária burguesa européia. A colonização, em tal nível, impossibilita uma ideologia revolucionária integral que teria na arte sua expressão maior, porque somente a arte pode se aproximar do homem na profundidade que o sonho desta compreensão possa permitir.
A ruptura com os racionalismos colonizadores é a única saída.
As vanguardas do pensamento não podem mais se dar ao sucesso inútil de responder à razão opressiva com a razão revolucionária. A revolução é a anti-razão que comunica as tensões e rebeliões do mais irracional de todos os fenômenos que é a pobreza.
Nenhuma estatística pode informar a dimensão da pobreza.
A pobreza é a carga autodestrutiva máxima de cada homem e repercute psiquicamente de tal forma que este pobre se converte num animal de duas cabeças: uma é fatalista e submissa à razão que o explora como escravo. A outra, na medida em que o pobre não pode explicar o absurdo de sua própria pobreza, é naturalmente mística.
A razão dominadora classifica o misticismo de irracionalista e o reprime à bala. Para ela tudo que é irracional deve ser destruído, seja a mística religiosa, seja a mística política. A revolução, como possessão do homem que lança sua vida rumo à idéia, é o mais alto astral do misticismo. As revoluções fracassam quando esta possessão não é total, quando o homem rebelde não se libera completamente da razão repressiva, quando os signos da luta não se produzem a um nível de emoção estimulante e reveladora, quando, ainda acionado pela razão burguesa, método e ideologia se confundem a tal ponto que paralisam as transações da luta.
Na medida em que a desrazão planeja as revoluções a razão planeja a repressão.
As revoluções se fazem na imprevisibilidade da prática histórica que é a cabala do encontro das forças irracionais das massas pobres. A tomada política do poder não implica o êxito revolucionário.
Há que tocar, pela comunhão, o ponto vital da pobreza que é seu misticismo. Este misticismo é a única linguagem que transcende ao esquema racional da opressão. A revolução é uma mágica porque é o imprevisto dentro da razão dominadora. No máximo é vista como uma possibilidade compreensível. Mas a revolução deve ser uma impossibilidade de compreensão para a razão dominadora de tal forma que ela mesma se negue e se devore diante de sua impossibilidade de compreender.
O irracionalismo liberador é a mais forte arma do revolucionário. E a liberação, mesmo nos encontros da violência provocada pelo sistema, significa sempre negar a violência em nome de uma comunidade fundada pelo sentido do amor ilimitado entre os homens. Este amor nada tem a ver com o humanismo tradicional, símbolo da boa consciência dominadora.
As raízes índias e negras do povo latino-americano devem ser compreendidas como única força desenvolvida deste continente. Nossas classes médias e burguesias são caricaturas decadentes das sociedades colonizadoras.
A cultura popular não é o que se chama tecnicamente de folclore, mas a linguagem popular de permanente rebelião histórica.
O encontro dos revolucionários desligados da razão burguesa com as estruturas mais significativas desta cultura popular será a primeira configuração de um novo significado revolucionário.
O sonho é o único direito que não se pode proibir.
A “Estética da fome” era a medida da minha compreensão racional da pobreza em 1965.
Hoje recuso falar em qualquer estética. A plena vivência não pode se sujeitar a conceitos filosóficos. Arte revolucionária deve ser uma mágica capaz de enfeitiçar o homem a tal ponto que ele não mais suporte viver nesta realidade absurda.
Borges, superando esta realidade, escreveu as mais liberadoras irrealidades de nosso tempo. Sua estética é a do sonho. Para mim é uma iluminação espiritual que contribuiu para dilatar a minha sensibilidade afro-índia na direção dos mitos originais da minha raça. Esta raça, pobre e aparentemente sem destino, elabora na mística seu momento de liberdade. Os Deuses Afro-índios negarão a mística colonizadora do catolicismo, que é feitiçaria da repressão e da redenção moral dos ricos.
Não justifico nem explico meu sonho porque ele nasce de uma intimidade cada vez maior com o tema dos meus filmes, sentido natural de minha vida.
Maranhão 66 http://www.youtube.com/watch?v=hDRtFYjOtCY
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